10 tendências que podem mudar o cenário de infraestrutura até 2020

Da Redação – 03.08.2015 –

Lista divulgada no final de janeiro deste ano tem sido publicada desde 2013 pela KPMG e indica o que deve pautar o setor nos próximos cinco anos. Conheça as 10 principais tendências apontadas pelos consultores:

  1. Os governos devem agir para desobstruir o pipeline de projetos: a KPMG avalia que há vários sinais de maior intervenção dos governos para fazer com que os projetos de infraestrutura andem mais rápido. É o caso do Reino Unido com seus projetos de PPP e do Private Finance Iniciative (PFI), com valor de capital que chega a 60 bilhões de dólares.
  2. Os riscos regulatórios e políticos ganham mais espaço na agenda: a tendência, nesse caso, é “despolitizar” a agenda dos projetos de infraestrutura, evitando que muitos morram nas urnas, ou seja, não avancem com a mudança de governo.
  3. Reformas de mercado: para muitos especialistas, os sistemas de mercado atuais não correspondem mais às demandas de eficiência dos projetos de infraestrutura. As reformas, como aconteceu com o setor elétrico no Japão e nas concessões de saneamento no Reino Unido, são dois exemplos dessa tendência.
  4. A mudança de papel dos bancos multilaterais e de desenvolvimento: o foco tem mudado, na avaliação da KPMG. A consultoria destaca o caso do Asian Development Bank, hoje mais centrado num modelo de suporte na fase de desenvolvimento de projeto. Para eles, deve haver um balanço entre iniciativas públicas – geralmente beneficiadas com financiamentos de bancos de desenvolvimento – e privadas.
  5. Grandes complexidades começam a impedir grandes projetos: para a KPMG, projetos de grande envergadura, principalmente envolvendo megalópoles, exigem conhecimento sofisticados que não podem ser ensinados em “sala de aula”. Em muitos casos, o nível de complexidade torna os projetos inviáveis.
  6. Balanço adequado entre necessidade e oportunidade: uma visão de longo prazo deve ser observada nos projetos de infraestrutura, tirando o viés político e evitando resultados de curto prazo que não sejam adequados. Para a KPMG, há mecanismos de avaliação de benefícios de cada projeto que podem combinar necessidade e oportunidade, priorizando a agenda.
  7. Luta pelo melhor desempenho dos ativos: não basta implementar um projeto. Ele precisa ser operado com eficiência e, para a consultoria, várias opções podem ser ativadas, caso da introdução de parceiros da iniciativa privada. A venda de ativos em projetos governamentais pode criar um círculo virtuoso com mais investimentos.
  8. Carência de recursos direciona investimentos: há uma procura mundial para melhorar a segurança de recursos como água, energia e minerais. No caso da água, muitos projetos têm sido direcionados não pelo preço, mas pela escassez de recursos. O custo do investimento numa planta de dessalinização, por exemplo, vem sendo medido com esse parâmetro e os exemplos se replicam para a área de energia e o setor mineral.
  9. Players de infraestrutura cada vez mais globais: muitas empresas do ramo tem se internacionalizado. Os exemplos vêm de todos os lados. Firmas espanholas têm buscado oportunidades fora do seu mercado doméstico – já saturado – assim como empresas japonesas têm rapidamente entrado no mercado chinês. Apesar de ser uma tendência clara, a KPMG lembra que o processo de entrada em mercados internacionais requer tempo para considerar os riscos e as oportunidades.
  10. Cidades refinam seu foco em mobilidade urbana: projetos de mobilidade urbana estão “bombando” no mundo, caso da expansão do metrô de Nova Delhi, na Índia, avaliado em US$ 2,3 bilhões, e no também bilionário projeto Crossrail de Londres. Essa tendência é uma das mais fortes e deve continuar nos próximos anos.

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