Até 70% mais eficaz que molhar a mistura, cura química é tendência para paredes de concreto

Por João Monteiro 27.08.2015 – 

Para especialista em paredes de concreto, uso do método tradicional de cura deve ser esquecido.

Segundo Arnoldo Wendler, consultor especializado em alvenaria estrutural e paredes de concreto, um dos complicadores na construção desse tipo de estrutura é a cura. Para ele, não existe especificações sobre o tema na maioria das normas, dificultando o trabalho correto durante a finalização da obra. “É extremamente complicada a cura para parede de concreto, mas estamos evoluindo muito”, diz. Entre essas evoluções, ele ressalta a cura química como a atual tendência para o setor.

Antes de explicar o benefício da tecnologia, Wendler diz que o método tradicional, no qual se aplica a água para hidratar o concreto, deve ser esquecido. “Pior do que não fazer cura, é secar e molhar continuamente o concreto. Você vai estar induzindo uma movimentação”, explica. Segundo ele, se a obra seguir as recomendações dos manuais, ela deve manter o concreto molhado durante sete dias. “Durante esse tempo, a obra já vai estar avançada, o que torna o método inviável.”

De acordo com ele, uma das desvantagens da cura química, que utiliza agentes para finos na mistura, é deixar resíduos na parede que impossibilitam o uso de outros materiais. “Porém, há empresas que já produzem aditivos acrílicos que fornecem cerca de 70% de eficiência para a cura”, diz. Wendler ressalta que esse tipo de recurso também fornece a base para o revestimento. “Se sobrou resíduo, mas você vai utilizar uma pintura acrílica, por exemplo, não há problema. Ela vai ficar perfeita”, diz.

Outra solução é o redutor de evaporação, que tem uma eficiência menor que a cura acrílica. À base de água, a solução é entre 35% e 40% mais eficaz, mas não gera resíduos, possibilitando o uso de outros materiais na parede.

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