Cemig SIM e Mori Energia miram nas construtoras e investem R$ 600 mi em usinas solares

Redação – 17.10.2019 Contrato oficializado com a construtora Patrimar, de Minas Gerais, confirma a tendência segundo as duas empresas A Cemig SIM, braço de geração de energia solar da concessionária mineira, e a Mori Energia, empresa especializada na construção e operação de usinas solares, miram no nicho das construtoras como um de seus nichos. As […]

Por Redação

em 17 de Outubro de 2019
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Redação – 17.10.2019

Contrato oficializado com a construtora Patrimar, de Minas Gerais, confirma a tendência segundo as duas empresas

Patrimar adota energia solar em seis empreendimentos sem construir infraestrutura nas obras

A Cemig SIM, braço de geração de energia solar da concessionária mineira, e a Mori Energia, empresa especializada na construção e operação de usinas solares, miram no nicho das construtoras como um de seus nichos. As duas empresas devem investir juntas R$ 600 milhões em 32 usinas solares fotovoltaicas até o final de 2020. As plantas seriam ativadas em 17 cidades mineiras, com potência instalada de 200 MW e mirando em mercados potenciais como o das construtoras como a Patrimar, cujo primeiro contrato foi a anunciado ontem (16/10).

O modelo envolve a compra de energia solar pela construtora mineira para uso em seis empreendimentos imobiliários da Patrimar. Ela não irá ativar plantas solares nos condomínios envolvidos e sim comprar cotas de geração solar da Cemig SIM e da Mori Energia. O resultado é a adoção de uma energia limpa pela construtora, que reduz o consumo das concessionárias tradicionais e, também, a conta de energia. Outro resultado do contrato é a eliminação de aproximadamente 34 toneladas de CO2/ano.

Modelo usado na Califórnia é exemplo de uso de energia solar em construção

As contas da Cemig SIM e da Mori Energia também fecham positivamente com o investimento em fontes renováveis. Cada uma das duas 32 usinas devem gerar 300 gigawatts/hora por ano depois de ativadas, o que deve levar a um faturamento de R$ 140 mi ao ano. Além dos empreendimentos imobiliários em si, o modelo de comercialização pode envolver a instalação de eletropostos nos edifícios, ampliando o uso de energia solar.

Danilo Gusmão, presidente da Cemig SIM, destaca que empresas e comércios que apresentam consumo mensal acima de 500 kWh também podem aderir ao projeto. Ele lembra que não é necessário nenhum tipo de investimento, instalação ou obras. “A energia será gerada remotamente em áreas com radiação solar mais favorável e continuará chegando pela rede da distribuidora, porém, com menor custo”, detalha o executivo. A ideia dele e do diretor de Novos Negócios da Mori Energia, Ivo O. Pitanguy, é que a adoção de energia solar aconteça desde o inicio dos empreendimentos.

“Em outros lugares do mundo, como por exemplo, na Califórnia, existem leis que obrigam novos empreendimentos residências serem construídos com soluções solares desde a concepção do projeto”, destaca Pitanguy. Segundo ele, seria “um grande avanço se as construtoras iniciassem os projetos de concepção de seus empreendimentos com soluções ecologicamente corretas”.

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