Retroescavadeira da Escad é roubada: crime é mais comum do que aparenta

Máquinas de linha amarela roubadas são uma dor de cabeça para empresas do setor; problema ainda é pouco debatido.

Por Fausto Oliveira

em 11 de Julho de 2025

Uma retroescavadeira F580N, da marca CASE, acaba de ser roubada em Guararema (SP). O equipamento – assim como toda a frota da empresa – é caracterizado por pintura na cor prata. Quem tiver informações que possam ajudar a solucionar o crime, pode contatar diretamente a Escad pelo telefone (11) 9 9647-5418.

Crime como o da retroescavadeira da Escad é comum no Brasil e EUA

Assim como aconteceu com a retroescavadeira da Escad, o roubo de máquinas de linha amarela é um problema mais comum do que aparenta, apesar de ainda ser pouco debatido pelos setores de construção e mineração, principais usuários destes equipamentos.

Dados de 2022, referentes a apenas o estado de São Paulo, apontam para um total de 6.529 equipamentos de linha amarela furtados. A própria ausência de um número nacionalmente consolidado indica que este aspecto da segurança pública ainda é tratado com menos atenção do que deveria pelas autoridades. 

É razoável supor que se em São Paulo os equipamentos roubados se contam aos milhares, o número para o Brasil todo pode chegar a ser muito maior. 

Além de todos os problemas econômicos e de logística que o roubo de máquinas pode causar às empresas construtoras e mineradoras, a ocorrência comum deste tipo de crime leva toda a estrutura de custos do setor a subir. 

Custos elevados em função de máquinas roubadas

A sinistralidade alta leva o preço dos seguros de equipamentos a aumentar. De acordo com seguradoras, a sinistralidade para máquinas de linha amarela é de 48%, considerada elevada. E deste total, 38% correspondem ao risco de furto. A execução de prêmios de seguro por razões de roubo já superou R$ 1 bilhão em anos recentes, o que já levou seguradoras a abandonar o mercado de linha amarela. 

A tecnologia de rastreamento implementada por fabricantes nos anos recentes ajuda a promover a recuperação de máquinas roubadas. Mas não resolve o problema: é consenso que  o Estado deve se preocupar e implementar maior vigilância a fim de prevenir os crimes. A alternativa pode gerar ainda mais custos, como é o caso da contratação de empresas privadas de segurança.

Nos Estados Unidos, o roubo de máquinas de construção e mineração também registra alta recente. Lá, o National Equipment Register produz uma estatística nacional, que revela uma média anual de entre 10 mil e 11 mil máquinas roubadas por ano. 

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