Em janeiro, o incremento verificado na matriz elétrica brasileira foi de 543 MW, sendo a maioria de usinas solares. Um total de 13 usinas entrou em operação comercial no mês: 11 centrais solares fotovoltaicas (509 MW), uma usina termelétrica (20 MW) e uma pequena central hidrelétrica (14 MW). Em 9 de fevereiro, o Brasil somou 216.912 GW de potência fiscalizada, de acordo com dados do Sistema de Informações de Geração (Siga) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Os números apontam para uma redução de 60% no volume de novos MW instalados em janeiro de 2026 em comparação a janeiro de 2025, quando foram adicionados 1.350 MW à potência instalada do País, como aponta matéria do MegaWhat. Na comparação com dezembro de 2025, o crescimento foi de 0,5%.
Embora o ritmo mensal tenha sido menor neste início de ano, a Aneel projeta uma expansão total de 9,1 GW para 2026, o que representará um crescimento anual 23,4% superior ao total consolidado em 2025.
Crescimento por tipo de geração
O crescimento de 543 MW foi impulsionado pela entrada em operação comercial de 13 usinas, sendo:
- 11 Centrais Solares Fotovoltaicas (UFV): Responsáveis por 509 MW (cerca de 93% da expansão do mês).
- 1 Usina Termelétrica (UTE): Com 20 MW.
- 1 Pequena Central Hidrelétrica (PCH): Com 14 MW.
Quatro estados em quatro regiões do Brasil tiveram empreendimentos liberados para operação comercial no primeiro mês de 2026. Os destaques, em ordem decrescente, foram Minas Gerais, com 409 MW decorrentes da entrada em operação de nove usinas, seguido da Bahia (100 MW e duas usinas), Pará (20 MW e uma usina) e Paraná (14 MW e uma usina).
Hidrelétricas ainda respondem pela maior parte da energia
Segundo a Aneel, as usinas hidrelétricas ainda respondem por 47,45% da energia gerada no Brasil, enquanto as térmicas geram 22,79%. Usinas de energia eólica (16,02%) e fotovoltaicas (9,63%) também contam com representatividade expressiva. Pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), centrais geradoras hidrelétricas (CGHs) e usinas nucleares complementam a matriz elétrica nacional.
Já em processo de construção:
- Em Construção: Projetos de usinas termelétricas dominam o cenário em um futuro próximo com 41,45%, seguidos pelos de usinas fotovoltaicas (32,55%). Tanto usinas eólicas quanto nucleares aparecem com representatividade acima de 11%.
- Construção Não Iniciada: A energia solar lidera massivamente com 84,44% dos projetos outorgados que ainda não começaram a ser construídos, com eólicas em quase 14%.


