Apecs alerta que problemas com saneamento básico aumentam durante as chuvas

Da Redação – 24.11.2015 –

Foto: Embalagem Sustentável
Foto: Embalagem Sustentável

Quase 40% da população brasileira não tem acesso a tratamento e destinação final adequada de resíduos. Mais de 20 milhões de pessoas sequer dispõem de serviços de coleta. Em 2014, das 78,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos geradas, mais de um terço foi disposto em lixões e aterros não controlados. Os dados são da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abelpre) e foram explanados pela Associação Paulista de Empresa de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente (Apecs) para lembrar que esses problemas vêm mais à tona no período de chuvas.

Segundo a Apecs, os prejuízos com o descarte inadequado de lixo vão desde o entupimento de bueiros até a redução da vazão de córregos e rios, além de contaminação da água e do solo. “A própria pessoa que lançou irregularmente o lixo pode sofrer as consequências do seu ato”, diz Luiz Roberto Gravina Pladevall, presidente da associação.

Ele lembra que o lixo depositado clandestinamente em ruas, terrenos baldios, margens de córregos e rios amplia as possibilidades de enchentes. “Uma chuva um pouco mais forte, como temos visto nas últimas semanas, já é suficiente para carregar muito lixo, entupindo as chamadas ‘boca de lobo”. Tudo isso vai para as galerias de água pluvial”, ressalta Pladevall, que dá como sugestão o simples ato de descartar o lixo em recipientes adequados para a coleta e finaliza dizendo que esse é um problema decorrente da falta de educação ambiental no país.

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