Até final de maio, quase 43% dos transportadores devem reduzir quadro de empregados

Redação – 08.05.2020 –

A pesquisa de Impacto no Transporte, realizada pela Confederação Nacional de Transporte (CNT) avalia as relações trabalhistas do setor como impacto da Covid-19 e a conclusão do momento é assustadora, pois 42,8% dos transportadores entrevistados disseram que devem reduzir seu quadro de empregados até o final do mês. A informação surpreende o setor, considerado um dos menos afetados pela pandemia, já que os serviços de entrega se mantiveram em grande escala, quando não foram ampliados.

Antes dos dados negativos da CNT, uma informação da seguradora de transportes de cargas AT&M Tecnologia – que diz deter 90% desse mercado de seguros – mostra que os 26 mil transportadores e embarcadores de sua carteira registraram aumento de 20,7% na demanda de transporte de carga em abril em relação a março. Nesse caso, o valor do transporte é que foi prejudicado, com queda de 23% em comparação com o mês anterior.

Voltando aos dados da CNT, até abril, 33% dos transportadores já precisaram realizar demissões devido à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Do total de transportadores que ainda não demitiram (54,3%), 18,1% pretendem realizar cortes, o que soma o montante de 42,8% citados no início do texto.

Dos que já demitiram, 72,7% mandaram embora até 49 empregados. Outros 11,1% realizaram a demissão de cem ou mais empregados. “O cenário de demissões poderia ser ainda pior caso não houvesse as alternativas da medida provisória n.º 936/2020, que prevê a possibilidade de suspensão temporária dos contratos de trabalho e de redução da carga horária com proporcional redução de salário”, declara a CNT. Segundo a sua pesquisa, 47,5% dos entrevistados já suspenderam ou pretendem suspender, temporariamente, os contratos de trabalho nos próximos 30 dias. Dos que já suspenderam, 52,5% realizaram a suspensão do contrato de até 49 empregados e 23,2%, de cem ou mais empregados.

Além disso, 47,9% poderão reduzir a carga horária dos seus empregados até o final de maio. O total de transportadores que já reduziu as jornadas chega a 33,2%. Entre os transportadores que optaram pela redução da jornada de trabalho com proporcional redução salarial, 60,8% decidiram pela redução de 25%; 49,7%, pela redução de 50%; e 30,7%, pela redução de 70%. Essas são as três faixas previstas na medida provisória.

Destaques da Pesquisa CNT:

– 33% dos transportadores já precisaram realizar demissões

– 42,8% devem realizá-las até o final de maio

– 72,7% das demissões foram de até 49 empregados; 11,1%, de cem ou mais

SUSPENSÃO DE CONTRATOS

– 33% dos transportadores já suspenderam contratos de trabalho temporariamente

– 47,5% devem suspendê-los até o final de maio

– 52,5% das suspensões foram em contrato de até 49 empregados; 23,2%, em contrato de mais de cem empregados

REDUÇÃO DA JORNADA E DO SALÁRIO

– 33,2% dos transportadores optaram pela redução da jornada de trabalho e de salários, proporcionalmente

– 60,8% optaram pela redução de 25%; 49,7%, pela redução de 50%; e 30,7%, pela redução de 70%

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