BID e Anatel se unem para localizar demanda não atendida por banda larga no Brasil

Redação com BID – 19.05.2021 – Projeto identificará a demanda não atendida por serviços de banda larga fixa e móvel e cobrirá todo o território brasileiro com uma granularidade equivalente a um estádio de futebol

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e seu braço privado, o BID Invest, e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciaram uma parceria para gerar a primeira ferramenta digital de visualização da conectividade no território brasileiro. O projeto Crowdsourcing for Digital Connectivity in Brazil (projeto C2DB) visa criar condições para melhor compreensão da conectividade no Brasil e alavancar investimentos sustentáveis do setor de telecomunicações.

O projeto identificará a demanda não atendida por serviços de banda larga fixa e móvel e cobrirá todo o território brasileiro com uma granularidade equivalente a um estádio de futebol. Para isso serão utilizados instrumentos de análise de dados e metodologias que combinam variáveis socioeconômicas dados de crowdsourcing e critérios técnicos para identificar áreas de demanda não atendida, agrupá-las e, por fim, estimar o custo para conectá-las.

Uma pesquisa do BID realizada no 4º trimestre de 2020 estima que no Brasil 86,7% da população tenha acesso à Wi-Fi em casa. Entretanto, a conexão por banda larga fixa, de acordo com o IBGE, está presente em 77,9% dos lares brasileiros. De acordo com estudos do BID, um aumento de 10% na penetração de serviços de banda larga na América Latina e no Caribe estaria associado a um aumento médio de 3,2% do PIB e um aumento da produtividade em 2,6 pontos percentuais.

Ao reduzir a assimetria de informações, o estudo permitirá o desenho de políticas públicas de acesso à Internet e ampliar a infraestrutura de conectividade, bem como criar um ambiente mais propício para investidores interessados em ampliar suas redes e atender a demanda não atendida pelo serviço.

A expansão da banda larga implica em mais oferta de infraestrutura e serviços de alto valor agregado, com efeitos sobre a criação de emprego, renda e eficiência da economia brasileira. Para as empresas, a tecnologia é habilitadora de investimentos por operadores de redes móveis multinacionais até desenvolvedores de infraestrutura local e pequenos provedores de serviços de banda larga.

Além disso, com a pandemia, a aceleração da digitalização se tornou uma realidade que veio para ficar, e a banda larga tem assumido papel fundamental para manter em alguma medida os negócios e os serviços públicos em operação. Os resultados deveram estar prontos para ao final deste ano.

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