Caterpillar prevê um ano difícil em 2016

Da redação – 02.02.2016 –  Avaliação foi feita na semana passada, quando a empresa anunciou seus resultados globais do quarto trimestre de 2015 e o resultado completo do ano. O desempenho fraco da economia mundial – particularmente na China e no Brasil – e a queda acentuada nos preços das commodities impactaram os resultados da […]

Por Redação

em 2 de Fevereiro de 2016

Da redação – 02.02.2016 – 

Avaliação foi feita na semana passada, quando a empresa anunciou seus resultados globais do quarto trimestre de 2015 e o resultado completo do ano.

O desempenho fraco da economia mundial – particularmente na China e no Brasil – e a queda acentuada nos preços das commodities impactaram os resultados da Caterpillar. A empresa fechou o quarto trimestre com US$ 11 bilhões de receitas contra os US$ 14,2 bilhões obtidos no mesmo período de 2014. A queda foi de 23%. Quando considerado o ano de 2015 completo, o montante de US$ 47 bilhões foi 15% menor do que o ano anterior e 29% menor do que o ano de 2012, considerado uma referência mundial dos bons tempos.

De acordo com Doug Oberhelman, presidente e CEO da fabricante americana, o gerenciamento de custo e as ações de reestruturação e execução operacional estão ajudando a companhia, enquanto as receitas e vendas continuam sob pressão do cenário mundial. “Nós executamos ações duras, mas necessárias, de reestruturação em 2015 e elas foram significativas. Estou orgulhoso de nossa equipe, que manteve-se focada nos clientes nesse ambiente difícil”, disse o executivo. De acordo com Oberhelman, a fabricante teria ampliado sua fatia de mercado pelo quinto ano consecutivo e teria reduzido o nível de seus estoques.

Cat

As previsões da multinacional para 2016 incluem a manutenção do mesmo cenário do ano passado – economia fraca e preços baixos para commodities. Em função disso, a expectativa de receitas e vendas foi estimada entre US$ 40 e US$ 44 bilhões, ou seja uma média de US$ 42 bilhões ante o resultado real de US$ 47 bilhões de 2015.

Na América Latina, o Brasil puxou os resultados para baixo, com a redução de 36% em relação a 2014. A retração na região ficou bem acima de outros locais no mundo, sendo que na América do Norte, a queda acusada foi de 26%, ainda superior aos 16% verificados na Ásia-Pacifico. Especificamente em relação ao segmento de equipamentos para construção, o relatório da companhia mostra que as condições econômicas depressivas tiveram um peso forte na queda de 49% verificada no quarto trimestre de 2015 em relação ao mesmo período do ano passado. Os estoques maiores dos dealers regionais também pesaram no resultado negativo.

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