CCR reestrutura negócio para continuar crescendo

Da Redação – 05/04/2017 –

Grupo de concessões divide seus 25 ativos em quatro áreas distintas, cada uma com autonomia para sua gestão e desenvolvimento de novos negócios.

A CCR, maior concessionária privada da área de transportes do país, vai promover uma mudança na organização interna com o objetivo ganhar maior rapidez nas ações administrativas em busca de oportunidades de crescimento. A empresa, que controla 25 concessões em diferentes locais do país e exterior, bem como variadas modalidades de transporte, resolveu dividir esses ativos em quatro divisões distintas.

Uma dessas divisões englobará as concessões rodoviárias no Estado de São Paulo, a outra reunirá as demais concessões de rodovias no país, uma terceira ficará responsável pelos negócios na área de mobilidade urbana e a última cuidará de aeroportos. Cada divisão terá uma gestão independente, o que dará a seus respectivos responsáveis a flexibilidade para otimizar recursos e desenvolver negócios em suas respectivas unidades.

A nova estruturação ainda será submetida ao conselho de administração da CCR e as expectativas da empresa são que ela esteja em pleno funcionamento no início de 2018. A solução é apontada como uma aposta da companhia em um crescimento mais qualificado, o que pressupõe alguns cuidados: disciplina de capital ante o crescimento a qualquer preço, evitar correr riscos desnecessários no mercado financeiro, atenção aos interesses dos usuários e ao rigoroso cumprimento dos contratos.

As opções de crescimento da empresa foram pavimentadas pela recente oferta de ações, na qual a CCR captou quatro bilhões de reais no mercado. Parte desses recursos poderia ser aplicada na aquisição de ativos no exterior, com destaque para o setor de aeroportos nos Estados Unidos ou de rodovias na América Latina. No Brasil, uma das opções do grupo seria a aquisição de parte do controle de alguns aeroportos privatizados, cujos concessionários se encontram em dificuldades financeiras e em busca de sócios.

Controlada por três grupos da área de construção pesada – Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Serveng Civilsan – que detêm cada um 15% de seu capital social – o restante das ações é negociado em bolsa – a CCR nasceu em 1999, como um grupo de concessão de rodovias. Seus principais ativos eram a NovaDutra, concessionária da ligação Rio-São Paulo, e a AutoBan, responsável pelo sistema Anhanguera-Bandeirantes, em São Paulo, que ainda respondem por cerca de 40% da receita bruta do grupo.

Com o tempo, o grupo diversificou sua atuação e incorporou novos ativos. Entre eles estão o metrô de Salvador (BA), em fase final de construção, e os aeroportos internacionais de Quito, capital do Equador, e de Curaçao, nas Antilhas Holandesas, para citar dois, além de Confins, em Belo Horizonte (MG). Além disso, ela é concessionária da linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo e detém participação no sistema VLT Carioca, que administra o Veículo Leve Sobre Trilhos no Rio de Janeiro.

 

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