Cedae avalia que a Rio 2016 deixou legado em saneamento

Da redação – 06.09.2016 –

Obras incluem aumento da rede, construção de estações elevatórias e emissários submarinos, entre outra iniciativas.

A herança das Olímpiadas não ficou restrita aos projetos de mobilidade urbana. A avaliação é a de que a Cedae, concessionária estadual de água e esgoto, deixou um legado, ao ampliar o abastecimento de água e o de esgotamento sanitário em diversas áreas que sediaram eventos durante a Rio 2016.

Na Marina da Glória, palco das provas de vela, a Cedae instalou um ‘cinturão’ que permitiu que o esgoto clandestino (eventualmente lançado nas galerias de águas pluviais) fosse encaminhado pela elevatória Marina da Glória para o interceptor oceânico e, em seguida, para o Emissário Submarino de Ipanema. Nesse caso, o investimento foi de R$ 14 milhões.

Outro ponto onde os serviços teriam sido incrementados foi o Porto Maravilha, com foco no abastecimento de água e a coleta do esgoto produzido por transatlânticos e demais embarcações que ancorassem no local. O Sistema de Abastecimento de Água permitiu o atendimento de até quatro navios, com uma capacidade de fornecimento de água potável de até 1,35 milhão de litros por dia. O esgoto deixou de ser lançado no mar in natura devido a criação de um sistema de esgotamento sanitário, que levou os resíduos para a Estação de Tratamento de Esgotos do Caju.

Já na Barra da Tijuca, outra obra inaugurada foi a Elevatória Vila dos Atletas, que colocou em operação o sistema de esgotamento sanitário do Eixo Olímpico. O sistema transporta todo o esgoto captado na região para a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) Barra, atendendo a mais de 260 mil habitantes.

As obras do sistema de esgotamento sanitário do Eixo Olímpico incluíram a construção de tronco coletor de esgoto com 1,3 quilômetro de extensão na Avenida Abelardo Bueno e duas novas elevatórias: a elevatória Vila dos Atletas, que transporta, inicialmente, 120 litros por segundo de esgoto, e terá capacidade total de até 450 litros por segundo. Outra iniciativa é a elevatória Olímpica, que leva 250 litros por segundo para a ETE Barra, com capacidade para bombear até 1.100 litros por segundo.

Na mesma região houve a ampliação do abastecimento com o assentamento de 1 km de redes de distribuição de água. No outro lado da cidade, a rede também avançou e o bairro de Deodoro recebeu de 3 km de redes de distribuição de água.

O Governo do Estado colocou ainda em operação a galeria de cintura do Canal Jardim de Alah, entre Ipanema e Leblon, na Zona Sul. A galeria faz a captação em tempo seco dos efluentes lançados na rede de águas pluviais, impedindo inclusive o despejo de esgoto por meio de ligações clandestinas no Canal do Jardim de Alah.

E, por fim, a região de Copacabana foi beneficiada com a instalação do bombeamento da Estação Elevatória de Esgotos Sanitários Parafuso. A estação conta com sistema de controle de odor, monitorado diariamente, e foi construída, com grande parte de sua área edificada, abaixo do nível da rua.

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