Celg cria equipes multifuncionais e descentraliza operação das terceirizadas

Da redação – 21.03.2016 – 

Distribuidora de energia de Goiás unifica times comerciais e de emergência e até final desse mês 57 dos 237 municípios do estado já estarão sendo atendidos com novo modelo.

A concessionária do Centro-Oeste começou a adotar um novo modelo de equipes de campo em sua área de concessão. Com ele, acaba a divisão entre os times de atendimento comercial e de emergência e cria-se um só grupo multifuncional. Até o final de março, praticamente um quarto das cidades goianas já serão cobertas pelas equipes integradas.

A inovação começou em fevereiro desse ano na localidade polo de Iporá, que concentra 44 equipes e uma infraestrutura de 25 camionetes, 3 caminhões e 16 motos. Antes de abril, a Celg quer colocar em ação outras 36 equipes na localidade polo de Firminópolis, agregando uma frota adicional de 18 camionetes, 2 caminhões e 10 motos.

A introdução das equipes multifuncionais foi acompanhada da criação de 20 centros das contratadas, iniciativa que descentraliza os despachos das equipes e funciona como uma extensão do Centro de Operação da Distribuição (DD-COD). A Celg vai manter sob sua coordenação, no entanto, as ocorrências de maior porte e as interrupções programadas para execução de serviços na rede. Nesse caso, a concessionária avalia que os serviços dependem de tratamento maia qualificado, inclusive para manter os indicadores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Retorno de investimento

Embora não divulgue o quanto vai economizar na adoção das equipes de campo multifuncionais, a Celg afirma que haverá uma

Gestores da Diretoria de Distribuição visitam o Centro de Serviços da Contratada em Iporá
Gestores da diretoria de Distribuição visitam o Centro de Serviços da Contratada em Iporá (foto Celg). 

racionalização do processo. Para o diretor de Distribuição, Francisco de Assis Soares, o projeto atua, principalmente, na remuneração dos atendimentos emergenciais, que passam a ser feitos por serviço realizado e não mais pelo critério da disponibilidade.

“A produtividade das equipes, que na empresa é muito baixo no modelo atual, crescerá substancialmente, reduzindo os custos além de aumentar a qualidade da prestação de serviços”, argumenta.

Segundo a Celg, no caso de eventos climáticos severos, os serviços de emergência serão priorizados. A concessionária avalia que o modelo anterior dificultava o envio de equipes comerciais – não treinadas para emergências – para situações atípicas. A concessionária espera ainda reduzir os prazos de atendimentos comerciais, caso da religação no cliente.

Por outro lado, as equipes multifuncionais devem ganhar produtividade nos períodos secos, onde a demanda de emergências é menor. Isso justificaria a contratação das equipes por produção. “Sem a integração, o pagamento dos serviços emergenciais por produção seria inviável, dada a inconstância do faturamento mensal, que inviabiliza financeiramente a prestadora de serviço”, explica a empresa em nota oficial.

No caso dos despachos, a Celg tem métricas estimadas de ganhos: os centros de serviços da contratada irão reduzir em 60% o volume de serviços emergenciais do Centro de Operação da Distribuição (COD).

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