Cidade Saneada, no Recife, usa MND para instalar redes de esgoto

Da Redação 16.07.2015 –

Método não-destrutivo por perfuração direcional horizontal instala tubos de PEAD com até 900 mm de diâmetro e declividade baixa, agilizando as implantações em cruzamentos e pontos críticos das cidades e reduzindo o impacto das obras no dia a dia da população.

Recife7O Programa Cidade Saneada visa universalizar o esgotamento sanitário, atingindo 14 cidades da Região Metropolitana do Recife (RMR) mais o município de Goiana, que hoje coletam apenas 30% do esgoto, em média. É um programa longo, de 35 anos, e a meta para alcançar a universalização é de 12 anos. Ao final desse período, a expectativa é de quem 12 anos 90% da população seja atendida pela rede de esgotamento sanitário, o que deverá beneficiar mais de 3,7 milhões de pessoas. Com investimentos de R$ 4,5 bilhões, o Cidade Saneada inclui o maior volume de obras do gênero em realização no Brasil e o uso de métodos não-destrutivos para instalação das tubulações de esgoto é um dos diferenciais.

No estágio atual de obras, há três máquinas de perfuração horizontal direcional (HDD), fabricadas pela norte-americana Vermeer e operacionalizadas pelas empreiteiras Terrasis e Direcenge na instalação de tubulações de polietileno de alta densidade (PEAD), com diâmetros que variam de 160 a 900 mm. “Se não fosse o MND nos pontos críticos como cruzamentos, a obra causaria muito mais impacto à população”, explica o proprietário da Terrassis, Agnaldo Izeli. Ele salienta que, no início do ano, um dos equipamentos foi deslocado para Recife para executar dois furos, sendo um de 48 m de extensão e diâmetro de 630 mm e outro com respectivamente 98 m e 900 mm.

“O trechos em MND ajudam a ganhar tempo no cronograma e a aumentar produtividade. Também optamos pelo método graças à minimização dos impactos no trânsito e à precisão da declividade”, esclarece o coordenador da Odebrecht Ambiental, José Carlos Monteiro. A Odebrecht Ambiental é a empresa responsável pela execução do projeto.

Segundo Monteiro, a declividade tem de ser precisa para viabilizar a vazão do esgoto e, com os equipamentos da Vermeer (da série Navigators), é possível trabalhar com declividade variável para cada etapa do projeto. “O sistema de localização DCI modelo F5 opera em conjunto com a perfuratriz direcional horizontal, agregando ainda mais precisão ao trabalho”, informa a fabricante dos equipamentos.

De acordo com o gerente geral da Vermeer Brasil, Flávio Leite, o mercado de saneamento, depois do segmento de gás natural, é o que mais demanda projetos em MND, principalmente para construção de coletores de esgoto e reabilitação de redes e o Cidade Saneada mostra que os projetos de saneamento estão empregando tecnologias mais avançadas para execução das obras, considerando a eficiência operacional no horizonte de longo prazo. “Ainda há muito a ser feito no saneamento quando se observa que somente 48,6% da população brasileira têm acesso à coleta de esgoto e que apenas 39% dos esgotos do país são tratado”, conclui ele, usando dados do Instituto Trata Brasil.

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