Cinco dados provam porque Itaipu encerra o ano com recorde de produtividade

Redação – 18.12.2019

O ano de 2019 foi o mais seco desde o início da geração, em 1984, levando a hidrelétrica a tirar o máximo proveito da baixa vazão do Rio Paraná

A usina binacional de Itaipu projeta fechar 2019 com algumas de suas melhores marcas em produtividade e desempenho, apesar do ano ter sido o mais seco desde o início de sua operação em 1984. Os bons resultados em produtividade podem ser atestados por pelo menos cinco indicadores. Conheça-os:

Quantidade de energia: Há um indicador que estabelece a relação direta entre a quantidade de energia gerada com a vazão turbinada (o volume de água que passou pelas unidades geradoras, medido em metros cúbicos por segundo). Em 2019, a Itaipu atingirá seu melhor valor histórico, de 1,078 MW médios/m3/s.

Capacidade operativa: A eficiência do aproveitamento da água também pode ser medida pelo ) que mede a quantidade de água que efetivamente passou pelas turbinas, considerando os limites do projeto, ao invés de passar pelo vertedouro. O FCO captura os esforços das equipes técnicas da Itaipu para evitar a chamada vertida turbinável, ou seja, a água que poderia ter produzido energia, mas que por alguma descoordenação resultou em vertimento. O FCO de 2019 foi de 99,3% que é mais um número de excelência dentre os indicadores da usina.

Disponibilidade: Outro indicador positivo é o FDO (Fator de disponibilidade de unidades geradoras) que indica o percentual de tempo em que os geradores estavam prontos para atender as demandas dos sistemas elétricos do Brasil e do Paraguai. Em 2019, esse índice foi de 97,53% ou seja, novo recorde de disponibilidade das unidades geradoras de Itaipu superando o recorde anterior que foi obtido em 2018. Isso significa que as paradas de máquinas devido às manutenções programadas somadas às indisponibilidades forçadas representam menos que 2,5% do período, resultando em mais um excelente índice.

Segurança: A segurança operacional da usina e a qualidade do atendimento aos sistemas interligados são monitoradas pelos indicadores SOP e ISIN, respectivamente. O SOP provê informações em tempo real sobre a segurança da usina e subestações e o ISIN, fornece informações de como está o atendimento da Itaipu para os clientes ANDE e Eletrobras. Até o mês de novembro deste ano o ISIN apresenta um índice médio anual de 85,4%, sendo classificado como “bom”. Neste ano, o SOP apresentou uma média de 95,92%, índice considerado “ótimo”.

Parceria com Paraguai: O ano terá, ainda, uma importante marca relacionada ao suprimento de energia ao Paraguai: o intercâmbio anual com a Ande (estatal paraguaia equivalente à Eletrobras, do Brasil) deverá superar os 15 milhões de MWh.

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