Cinco motivos para migrar para o mercado livre de energia

Da redação – 12.07.2016 –

Especialistas da gestora Comerc Energia, indicam porque tornar-se um consumidor livre pode ser um bom negócio para empresas, indústrias e estabelecimentos comerciais. Segundo eles, o número de consumidores que optou por essa alternativa cresceu 81% de janeiro de 2015 até julho desse ano, considerando inclusive as migrações já agendadas para o segundo semestre. Até o fim de 2016, mais de 3,2 mil consumidores farão parte do mercado livre de energia.

A principal mudança para quem opta pelo mercado livre é deixar de pagar as tarifas de energia fixadas pelo governo e passar a negociar contratos de fornecimento diretamente com geradores ou comercializadoras. Isso significa preço, prazo e índices de reajuste previamente combinados, na avaliação da Comerc. Para entrar no universo desregulado, o consumidor precisa ter uma demanda contratada a partir de 500 kW ao mês, o equivalente a uma conta de cerca de R$ 80 mil. Veja, abaixo, os cinco motivos apontados pela Comerc para a migração:

1) Economia na conta de energia – a redução de custos é um dos principais benefícios da migração para o mercado livre. Atualmente, o consumidor pode ter, em média, de 25% a 30% de redução na conta em relação às tarifas cobradas no mercado regulado.

2) Previsibilidade orçamentária – por ser um fornecimento com preço, prazo e índice de reajuste definidos, o consumidor já sabe quanto vai pagar pela energia durante a vigência do contrato, sem surpresas no final do mês. Essa previsibilidade é positiva para o planejamento financeiro das empresas, que não têm mais que lidar com reajustes anuais ou extraordinários, nem com as mudanças de bandeiras tarifárias.

3) Independência e controle da origem da energia – o consumidor pode escolher de qual fonte geradora deseja contratar a energia. Entre as opções estão fontes tradicionais, como grandes hidroelétricas e termoelétricas a gás, e renováveis, como eólica, solar e termelétricas a biomassa de cana.

4) Redução de impacto ambiental – o consumidor cuja demanda contratada esteja entre 500 kW e 3.000 kW é conhecido como “consumidor especial” e deve, necessariamente, contratar energia de fontes renováveis incentivadas pelo governo, como eólica, biomassa, solar e pequenas centrais hidrelétricas. Isso fomenta o desenvolvimento destas fontes no Brasil, colaborando ativamente para reduzir o volume de gases poluentes na atmosfera.

5) Desconto nas tarifas de transporte – Migrando para o mercado livre, o consumidor pode negociar o preço pago pela energia, porém outras parcelas que compõem o custo final permanecem tarifadas. É o caso da tarifa de transmissão e da tarifa de distribuição, cobradas para manter a operação do transporte da energia da usina até o ponto de consumo. No entanto, quando o consumidor contrata as fontes renováveis incentivadas pelo governo, ganha como benefício um desconto de 50% a 100% nestas tarifas de transporte da energia, tornando o custo final do insumo mais atrativo.

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