Com range maior de compressores centrífugos, Ingersoll Rand aproveita a crise para reforçar operação brasileira

Por Rodrigo Conceição Santos – 18.06.2015

Empresa norte-americana opera há 65 anos no Brasil e vê oportunidade no mercado recessivo com oferta de compressores de ar de alta vazão para indústrias pesadas, como a de mineração e a cimenteira.

Compressor Centrífugo C800, da Ingersoll RandCom faturamento mundial de US$ 13 bilhões e 11 áreas de negócios, a Ingersoll Rand busca crescimento na operação brasileira, principalmente na área de negócios ligados a ar comprimido, que é a segunda mais importante do grupo no Brasil e no mundo. No mundo, aliás, essa divisão responde por US$ 2 bilhões do faturamento total relatado anteriormente, se colocando como a segunda mais importante do grupo. A primeira é de ar condicionado. Trazendo na cortoneira o histórico das carretas pneumáticas de perfuração de rochas, não mais fabricadas pela empresa, mas que serviu de cartão de visitas para apresentar o seu expertise em ar comprimido para vários outros nichos industriais, a Ingersoll Rand promete aproveitar os “tempos magros” para se posicionar com maior fatia de mercado no Brasil.

“Hoje, trabalhamos com linhas que vão desde compressores pequenos – para operações leves em indústrias de menor porte, como a moveleira ou a reparadoras de pneus – até as mais parrudas que existem no mercado, atendendo projetos de grandes refinarias, fornecimento de ar comprimido para separadoras de nitrogênio, processamento mineral e outras aplicações”, diz Ricardo Abdalla, diretor de vendas da unidade de Sistemas e Serviços da Ingersoll Rand na América Latina.

Na mineração, ele detalha, os compressores de ar de grande porte são usados também no corte de rochas, alimentando, por exemplo, os teares usados para cortar rochas ornamentais na preparação de mármores e granitos. “Outra aplicação interessante ocorre na indústria cimenteira, onde os compressores fornecem ar para o transporte pneumático dos insumos durante a produção”, acrescenta ele.

Recentemente, segundo Abdalla, a empresa completou o portfólio com a aquisição da também norte-americana Cameron Centrifugal Compression, transação finalizada em 2014 e que envolveu a cifra de US$ 850 milhões. Com isso, garante o executivo, o range de compressores centrífugos ganhou mais opções de vazão, completando uma linha que começa com equipamentos de 300 hp e vai até o modelo de 6 mil hp. “Os compressores centrífugos nada mais são do que compressores de volume de ar com um turbo alimentador (impelidor), que consegue imputar estágios de operação para alcançar vazões diversas”, explica o especialista. “Nós já tínhamos esse tipo de produto, mas com a aquisição da Cameron, pudemos ampliar o portfólio, principalmente para as vazões maiores”, confirma. Ele acrescenta que os compressores tradicionais de compressão volumétrica – sem impelidor – também estão no range ofertado pela Ingersoll Rand, com modelos que vão de 5 a 500 hp.

Ricardo Abadalla avalia que o ambiente econômico não é motivador no Brasil e nem na maioria dos outros países do mundo. Todavia, a empresa mantém planos mais arrojados para cá e a prova disso seria a ampliação da rede de distribuição em 32%, além do recém-inaugurado centro de distribuição em Campinas, no interior de São Paulo. “Estamos querendo mostrar que mesmo com o ambiente econômico pessimista, estamos otimistas com os nossos investimentos”, conclui o executivo.

 

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