Com uso de BIM, Construtora Barbosa Mello automatiza processos construtivos

Redação – 10.08.2021 – Após a evolução no uso da metodologia BIM, empresa utiliza tecnologias integradas a drones e análises de dados

Desde 2019, a Construtora Barbosa Mello (CBM) tem utilizado a metodologia BIM (Building Information Modeling) para automatizar processos e consolidar dados. Em sua jornada de implantação da nova metodologia, a CBM focou em pontos-chave do processo construtivo para agregar valor ao uso da modelagem virtual através da inovação.

Um exemplo foi a automatização do processo de medição ao integrar a captura de realidade por drone à análise de interferências, práticas ainda pouco difundidas no mercado da construção no Brasil.

Além disso, a equipe da construtora acrescentou a perspectiva do BIM Analytics ao trabalho desenvolvido, assegurando a consolidação de informações para a tomada de decisões, como a extração de dados quantitativos com grande precisão para o take off, simulações para o plano de ataque e a geração de medições com o cliente.

Com isso, tarefas de consolidação de dados realizadas manualmente tornam-se automatizadas, o que confere mais velocidade à entrega e permite que os profissionais dedicados a essa atividade possam focar em outras atribuições de planejamento e gestão.

Como tudo começou

Para este passo ser dado, uma equipe da empresa participou de uma imersão no Vale do Silício, em que puderam ter contato com diversas tecnologias avançadas aplicadas ao setor de construção. Depois, para difundir internamente a nova cultura, foi criado um núcleo específico para absorver e implantar a metodologia. O objetivo foi o de misturar capacidades e perfis de profissionais, incluindo diferentes faixasetárias. Assim, seria possível expandir a cultura BIM na empresa abrangendo as diversas visões e atividades executadas pelo time que passaria a aplicar os novos conhecimentos.

Este projeto teve três momentos: a conversão de 2D para 3D, de 3D para 4D e agora de 4D para 5D. Dessa forma, a empresa saiu da fase da inovação para a implementação. A partir daí, o BIM foi levado para uma rotina de execução e sob uma perspectiva de customização.

A empresa hoje afirma que a decisão possibilitou à CBM avançar para a 5ª dimensão na aplicação do BIM, ampliando a confiabilidade e precisão dos dados e agilizando a apuração de serviços executados.

Equipamentos não tripulados

Em seu projeto de equipamentos não tripulados, a CBM também fez o uso do BIM. A partir da modelagem 3D, foi possível embarcar o projeto BIM no sistema dos Não Tripulados (Machine Control). Na prática, foram implantados sensores em veículos de obra para que eles pudessem ser pilotados remotamente e assim evitar expor a equipe de campo a potenciais acidentes. Esses sensores podem “ler” os dados gerados pelo BIM para que o comando seja obedecido com eficiência. Para “pilotar” essas máquinas, a própria equipe de campo foi treinada.

A CMB também destaca o uso integrado da aerofotogrametria, que acelera a medição de obras de infraestrutura ao permitir o cálculo do volume do serviço executado, além de proporcionar a análise prévia de interferências sobre o projeto.

A partir de fotografias produzidas via drone, a nuvem de pontos do terreno se torna a base para a simulação em 3D do ambiente em que a obra será realizada e a sobreposição do projeto, gerando a visualização de sobreposição de estruturas, inviabilidade de acesso à área de trabalho, necessidade de adequação em atividades ou instalações pré-existentes, por exemplo.

Como próximos passos, a construtora está se dedicando para avançar na integração de realidade aumentada ao modelo BIM, para agregar os processos de garantia da qualidade e para criar um Data Lake, que irá viabilizar a conexão entre os dados de construção digital e as informações do back office.

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