Comércio com a Europa depende da Transnordestina

Da Redação – 22.05.2017 –

Comissão da União Europeia avalia que aumento no comércio com o Brasil depende da conclusão da ferrovia Transnordestina e de investimentos no Porto de Suape (PE).

Enquanto um terremoto abalava os meios políticos em Brasília, com denúncias de corrupção atingindo o Palácio do Planalto, uma comissão de embaixadores da União Europeia (EU) visitava o Estado de Pernambuco, na última sexta-feira (19), para verificar a infraestrutura que suporta o comércio internacional entre o Brasil e o Velho Mundo. Na ocasião, o embaixador da EU no país, João Gomes Cravinho, apresentou seu diagnóstico. “Além dos investimentos no Porto de Suape, a conclusão da Transnordestina é fundamental para ligar os centros produtores ao complexo portuário, principalmente diante do aumento nas nossas relações comerciais”, disse ele.

A previsão de aumento do comércio vem da expectativa do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, uma negociação que já dura vários anos, mas que o embaixador espera concluir até o fim de 2017. Já a ferrovia Transnordestina, que começou a ser construída em 2006, está com as obras paralisadas. O projeto contempla 2.300 quilômetros de linhas de trem, ligando o Piauí e Ceará ao Pernambuco. A falta de recursos federais atrasou as obras e, no início deste ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a suspensão do repasse de verbas da União para a construção da ferrovia.

Vale ressaltar que o projeto da ferrovia está na mira das próximas concessões previstas pelo governo Federal e vem despertando o interesse de investidores chineses. Já os investimentos na expansão do complexo portuário de Suape se justificam em função de sua localização estratégica, que o coloca como uma ponta de lança no comércio entre o Brasil e a Europa. A comissão europeia também se interessou pela exportação de frutas cultivadas da região irrigada do São Francisco e considerou que os setores industrializantes são atrativos em Pernambuco pela posição central em relação ao resto do Nordeste. Parcerias na área de pesquisa também atraíram o grupo, segundo o embaixador João Cravinho.

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