Como a automação ajuda a poupar energia

Por Raphael Queiroz* – 03.07.2018 –

O sistema de ar condicionado corresponde a aproximadamente 50% do gasto total de um edifício e é o principal contribuinte para casos de elevado consumo energético. O principal desafio enfrentado pelos proprietários destes empreendimentos é encontrar uma maneira de reduzir os custos operacionais e otimizar a utilização dos recursos energéticos, sem necessitar de grandes mudanças nas instalações existentes.

Se um sistema de ar condicionado ou automação é mal projetado e/ou implementado, ele pode comprometer a eficiência da edificação e ocasionar custos e consumos ainda maiores que, por sua vez, são repassados aos inquilinos, que procuram instalações mais eficientes com baixo custo para promover a sustentabilidade de seus negócios e não aumentar os gastos mensais com infraestrutura.

Os proprietários estão cada vez mais interessados em novas tendências, principalmente em um mercado recém saindo de uma crise econômica. A principal razão para um investimento é obter o máximo de rentabilidade e maior longevidade para o mesmo. Dessa forma, o critério para escolher a melhor opção do fabricante ou integrador passa não somente pelo menor custo de implementação, mas também pela saúde financeira dos parceiros e da manutenção planejada com equipes próprias, possibilitando uma garantia estendida proveniente do próprio fabricante.

Um projeto de automação bem sucedido deve contemplar lógicas de controle voltadas para uma supervisão completa da edificação. Isto inclui utilizar os recursos de ar condicionado para combater a carga térmica e gerar conforto. Contudo, deve-se sempre priorizar a curva de performance e o ponto ótimo de utilização de cada componente do sistema de ar condicionado, como chillers, bombas, torres e outros, além de programações planejadas de horários que possam refletir em redução de consumo e de custos operacionais. Isso vale para casos de modernização, atualização ou mesmo em novas implementações.

Redução de custo de energia pode variar entre 15% e 30%

Tais aplicações de lógicas, aliadas a uma plataforma integrada, amigável e intuitiva, permitem tomar ações de forma proativa e assertiva, tornando os proprietários capazes de acompanhar e agir na ocorrência de alarmes e às tendências em gráficos e relatórios. Tudo isso pode contribuir para uma redução no consumo de energia de 15% a 30%.

As administradoras e os síndicos também têm procurado por parceiros que garantam a longevidade de suas instalações, contando com manutenção e operação planejadas voltadas à redução de custos operacionais, capazes de somar com inovações e novas tendências, além de soluções adaptáveis às novas tecnologias que minimizam impactos com upgrades e retrofits.

Os modernos sistemas de automação são capazes de assumir a comunicação com o sistema existente e incorporá-lo na plataforma, disponibilizando mais recursos e descartando a necessidade da remoção dos investimentos anteriores. Esta é uma vantagem competitiva e econômica muito bem vista pelo investidor e que sofre o mínimo de impacto em suas implantações. Já para os edifícios que não usufruem da automação, as soluções são diretas com necessidades pontuais para adaptações, mas o impacto na economia a ser gerada é muito maior.

* Raphael Queiroz é gerente de vendas da Johnson Controls

 

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