Concreto do Futuro para a retomada do presente

Rodrigo Conceição Santos – 16.01.2020 –

Desde abril de 2017, quando o InfraROI produziu o seminário Concretagem Produtiva, dedicamos olhar atento ao setor, mesmo sabendo que estávamos na maior crise que a construção civil brasileira já registrou. Mantivemos o processo com pulso firme, simplesmente porque sabíamos que cedo ou tarde os negócios seriam retomados e o setor voltaria a ser promissor. Pois bem, parece que esse momento chegou e muito trabalho nos aguarda. Afinal, só para alcançarmos os níveis pré-crise, há uma caminhada grande, que deve levar cerca de 10 anos na projeção dos especialistas.

A indústria cimentícia, por exemplo, opera hoje com cerca de 46% de ociosidade. E isso porque ela cresceu 3,5% no ano passado. A capacidade instalada no país é de aproximadamente 100 milhões de toneladas por ano, mas foram produzidas 54 milhões em 2019. No recorde, em 2014, a produção ultrapassou 71 mi/t, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic).

Dedicadas ao mercado de concreto, os balões betoneira montados sobre caminhões (autobetoneiras) demonstram de forma mais veemente o viés de recuperação. Em 2019, a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), contabilizou a venda de 568 unidades. O volume é mais de duas vezes maior do que as 175 autobetoneiras vendidas em 2018. E para este ano a expectativa é que haja crescimento de pelo menos dois dígitos nesse mercado. Como ponderação informo que o mercado já consumiu 2,2 mil betoneiras em um ano pré-crise.

A indústria de equipamentos pesados móveis, outro termômetro do setor, também começou a se recuperar agora, de forma relativamente substancial. A chamada linha amarela cresceu 31% em 2019, segundo a Sobratema, chegando ao volume de 16,6 mil unidades comercializadas. Em 2018 foram 12,6 mil.

Incluindo outros equipamentos como tratores de pneus e caminhões rodoviários aplicados na construção civil (as autobetoneiras estão nesse meio), o volume de vendas ficou na casa das 26,4 mil unidades, o que representa crescimento ainda maior, de 37%. Mais uma vez, o avanço é importante, mas devemos lembrar que em 2014, recorde histórico do mercado, foram 70 mil equipamentos comercializados, sendo 30 mil só da linha amarela.

Em todos esses mercados – onde ainda podemos incluir o avanço das obras imobiliárias, medido pelo incremento de 38% no número de financiamentos acumulados até novembro – as projeções são positivas para 2020, quando devemos presenciar novos índices de crescimento. Nesse contexto, as conversas sobre tecnologias e soluções que tornam as obras de concreto mais produtivas, econômicas e de maior qualidade, voltam à mesa com força total. Ao InfraROI, como função, cabe continuar acompanhando o setor e descrevendo as soluções mais interessantes do mundo, como você poderá acompanhar na produção especial Concreto do Futuro, que começa a circular durante a World of Concrete, onde faremos a cobertura direto de Las Vegas no início de fevereiro.

 

 

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