A Copasa, estatal de saneamento que atende 640 municípios mineiros, iniciou, ainda em 2025, fiscalizações em 1,8 mil imóveis de Patos de Minas para combater extravasamentos de esgoto sanitário, que ocorrem quando o sistema de coleta é sobrecarregado ou obstruído, resultando no transbordamento de dejetos em vias públicas, rios ou imóveis. A medida visa combater o aumento histórico no número de casos, que sobem cerca de 20% entre novembro e fevereiro, período chuvoso.
Durante 2024, a Copasa registrou 2.331 extravasamentos de esgoto. Já em 2025, foram corrigidas 2.296 intercorrências do tipo. Em ambas oportunidades, cerca de 90% dos casos foram reflexo do mau uso do sistema de esgotamento sanitário. Como resposta, os agentes da Copasa orientam os moradores sobre a necessidade da correção da irregularidade, notificando-os e estabelecendo um prazo para regularizar o cenário.
Extravasamentos de esgoto trazem riscos para a infraestrutura urbana
Utilizar o sistema de esgotamento sanitário de maneira indevida reflete em riscos para a infraestrutura urbana, como o rompimento das tubulações. Ainda geram refluxo, que é o retorno do efluente para o interior dos imóveis. Também pode levar ao deslocamento das tampas dos PVs (poços de visita – pontos de acesso às redes subterrâneas de esgoto) nas ruas, provocando acidentes de trânsito.
A Copasa ainda esclarece sobre o mau uso das bocas de lobo (bueiros), que são usados para escoar a enxurrada das áreas urbanas para os mananciais, a fim de evitar alagamentos. Essas redes não podem receber materiais líquidos e pastosos provenientes do uso doméstico de banheiros, cozinhas e lavanderias, pois a água da chuva e esgoto não devem se misturar. Se isso acontece, os mananciais acabam sendo poluídos.
Copasa é reconhecida no 27º Prêmio Abrasca
A Copasa obteve o melhor desempenho entre as empresas do setor de saneamento no 27º Prêmio Abrasca. A companhia também alcançou a 16ª posição na categoria que reúne companhias abertas com receita líquida igual ou superior a R$ 3 bilhões, com média final de 95 pontos no ranking de relatórios de sustentabilidade.
O ranking do prêmio é feito pela Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) para avaliar as melhores práticas de empresas do mercado de capitais. Ele considera aspectos socioambientais e principais indicadores, estratégia e investimentos com destaque para inovação, estrutura de gestão de riscos, controles internos e compliance, governança corporativa, identidade corporativa, além de informações sobre mercados de atuação e destaques do ano.


