CSA testa usina termelétrica menos poluente

Da redação – 02.05.2016 –

Projeto em escala industrial tem o suporte do BNDES e permite a quebra de gases de exaustão. Tecnologia foi testada em laboratório pela Unicamp.

A usina térmica da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), no Rio de Janeiro, será o campo de prova para a tecnologia de redução de gases de efeito estufas em termelétricas. O projeto capitaneado pela Unicamp receberá R$ 8,2 milhões do BNDES por meio do Fundo Tecnológico (BNDES Funtec), na modalidade não reembolsável. A CSA também participa do financiamento, bancando 14% do custo total da iniciativa.

Segundo o BNDES, o processo inovador, já provado em laboratório, será testado em escala industrial com a instalação de um dispositivo na chaminé (local de purga dos gases) da usina fluminense. Com o dispositivo, formado por uma cerâmica com propriedades especiais, será possível quebrar as moléculas de gases poluentes, separando-as em elementos inertes, por meio do aquecimento com microondas até em torno de 1500° C.climate-management-755x240_01-755x240

Tal processo elimina a produção de gases que causam o efeito estufa, como gás carbônico, óxidos nítricos e óxidos de enxofre. As moléculas de gases serão quebradas após permanecerem por dois segundos na cerâmica superaquecida.

A gestão do dinheiro investido pelo BNDES será feita pela Fundação de Desenvolvimento da Universidade Estadual de Campinas (Funcamp), vinculada à universidade paulista, e responsável pela execução técnica do projeto. A Microondas Desenvolvimento de Tecnologias de Energia e Meio Ambiente (Innovatus), empresa incubadora da Unicamp, também faz parte do projeto.

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