Deslizamento mata pelo menos 90 em mina de jade

Da Redação – 22.11.2015 –

Acidente em Myanmar causou a morte de dezenas de pessoas que acampavam nas proximidades com a esperança de encontrar uma sobra da pedra preciosa.

Esta foto publicada pela BBC News mostra como era a busca por sobras de pedra preciosa na área de rejeitos da mina.
Esta foto publicada pela BBC News mostra como era a busca por sobras de pedra preciosa na área de rejeitos da mina.

Um deslizamento de resíduos minerais causou a morte de pelo menos 90 pessoas em uma mina de jade no norte de Myanmar (Birmânia). Os corpos foram encontrados entre a noite de ontem e a manhã deste domingo, conforme informou a agência de notícias oficial do governo no local do acidente (AFP). O motivo do colapso ainda não foi avaliado e a agência Reuters estima que pelo menos mais 100 pessoas estejam desaparecidas. É nisso que acredita o governo birmanês também, que declara dificuldade para avançar nas buscas por conta da chuva iniciada na manhã deste domingo no Sul da Ásia Continental.

No momento do acidente, muitos dos mortos estavam dormindo em cabanas improvisadas e isso teria dificultado a tentativa de salvação da maioria, como pontua esta declaração dada à AFP. “Estamos vendo apenas cadáveres e ninguém sabe quantas pessoas vivem lá. A única pessoa que encontramos com vida até agora, morreu minutos depois do resgate”, disse um funcionário do estado de Nilar Myint (estado birmânes onde ocorreu o acidente).

Por quê dormiam lá?
Myanmar – que também aceita o antigo título de Birmânia em muitas ocasiões, inclusive no nome do idioma (birmanês) – é um dos principais produtores de jade no mundo. No ano passado, sua economia faturou cerca de US$ 31 bilhões com essa mineração, de acordo com relatório publicado em outubro de 2014 pelo grupo de defesa Global Witness. Esse montante representa metade do produto interno bruto do país.

Por conta da farta oferta mineral, muitas pessoas – as vezes famílias – acampam ao redor das minas para procurar alguma sobra da pedra preciosa e poder calcar vida melhor no país cuja economia é, atualmente, a pior do Sul asiático.

* Com informações da AFP e da Reuters.

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