Desperdício de água potável corresponde a seis Cantareiras

Da Redação 04.08.2015 –

Informação é de Pedro Scazufca, consultor do Instituto Trata Brasil, em entrevista ao Instituto Humanitas Usininos.

A perda de água potável na etapa de distribuição no Brasil atinge os inacreditáveis 37%. Os dados são de uma entrevista do consultor Pedro Scazufca ao Instituto Humanitas Unisinos, do Rio Grande do Sul. Segundo o especialista, os índices só melhoram por volta de 2080. Isso mesmo e caem para 15%. Atualmente, as perdas correspondem a seis Sistemas Cantareira. As informações são atualizadas e têm como fonte uma pesquisa recente do Instituto Trata Brasil, do qual Scazufca é consultor. Contam a favor das perdas o uso de hidrômetros adulterados, as ligações clandestinas e a manutenção inadequada das redes.

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“Onde há perdas físicas, é necessário fazer uma troca adequada das redes, além da manutenção, verificando se existem vazamentos”, disse o especialista à jornalista Patrícia Fachin, do Instituto Gaúcho. Para ele, entre as ações indicadas estariam a troca adequada dos hidrômetros, cujo parque deveria ter uma vida máxima de cinco anos. Ele explica ainda que o setor evolui de forma lenta, com exceções, entre elas as cidades de Campinas e Limeira, no Estado de São Paulo. Por outro lado, dez capitais brasileiras teriam um índice de perdas maior que 50%. Manaus é um destaque com três quartos da água tratada sendo perdida no processo de distribuição.

Em números redondos, os 37% de perdas corresponderiam a R$ 8 bilhões. Para que o setor consiga reverter 62% desse total, Scazufca acredita que seriam necessários investimentos de R$ 15 a R$ 16 bilhões, atingindo-se a meta do Plano Nacional de Saneamento por volta de 2033. Em termos de operação, ele destaca que 70% da população brasileira é atendida por concessionárias estaduais.

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