Digitalização é caminho sem volta na logística

Redação – 22.06.2020 –

Um webnar promovido pela Associação Brasileira de Logística (Abralog) e pela Informa Markets, organizadora da Feira Intermodal South America, discutiu o avanço das tecnologias no setor logístico para pontuar que o avanço da digitalização na cadeia de suprimentos é o mais rápido da história. Para os especialistas do setor, a pandemia do novo coronavírus acelerou o processo de transformação digital da cadeia de suprimentos global de uma forma avassaladora.

“Na minha opinião, o processo de digitalização não começou agora, pelo contrário, ele vem ocorrendo há décadas. No entanto, antes as pessoas e empresas poderiam optar por serem digitais ou não. Agora não. Com a pandemia, ninguém teve escolha: ou se adequava ou ficava para trás. Não apenas na relação com grandes empresas, mas com pequenos e médios empresários também. É como diz a clássica frase de Platão: ‘A necessidade é a mãe da inovação’. Quem não se adaptou está sofrendo muito mais do que os outros, pois o processo de aceleração da transformação digital foi brutal”, disse o cofundador da Associate Dean Business Administration Professional Masters do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Silvio Laban.

Para o diretor de supply chain do Carrefour, Marcelo Lopes, a velocidade com que a digitalização ocorreu na cadeia de suprimentos foi tão grande que a sensação é que estamos vivendo três anos em apenas três meses. “De fato, a digitalização vem ocorrendo há muito tempo, mas com a pandemia isso se intensificou e se tornou obrigatório. As empresas que não se adaptarem, fatalmente, irão morrer. E, se olharmos para trás, para outros momentos históricos, como a greve dos caminhoneiros, por exemplo, veremos que nada trouxe tanta correria para se obter soluções digitais e uma busca tão intensa por itens básicos para a população como essa crise de coronavírus. Os consumidores que já adquiram os produtos de forma online passaram a fazê-lo ainda mais e os que não, passaram a comprar também por conta da necessidade”, afirmou.

Perspectivas

Na avaliação do diretor executivo de integração e de inovações de supply chain para a América Latina da Natura&Co, Nestor Felpi, inclusive, este é um caminho sem volta. “As mudanças que foram implementadas não voltam. Pelo contrário, o que vai mudar são os hábitos e a forma de consumo. Os clientes devem começar a usar, cada vez mais, o e-commerce e as empresas devem passar a apostar mais nisso. E não apenas investir, mas entender também que os consumidores irão querer praticidade e facilidade. Teremos que buscar maneiras de chegar aos clientes de modo simples e direto”, ressaltou.

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