Emprego na construção civil brasileira cai 0,78% em abril

Da Redação 02.06.2015

O saldo entre demissões e contratações ficou negativo em 25,4 mil. Índices são comparados ao mês de março deste ano

O nível de emprego na construção brasileira caiu 0,78% em abril, de acordo com pesquisa elaborada pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo). Realizada em parceria com a FGV (Fundação Getúlio Vargas), o levantamento mostrou que o saldo entre demissões e contratações ficou negativo. Em números exatos significa que 25,4 mil trabalhadores com carteira assinada foram demitidos no mês. Essa é a 14ª retração mensal consecutiva, de acordo com a pesquisa. A soma das demissões – nos primeiros quatro meses do na – já chega a 90,2 mil vagas. O total de trabalhadores do setor somava cerca de 3,3 milhões de colaboradores.

Segundo o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, as demissões eram esperadas no cenário recessivo que se abateu sobre o segmento da construção. “As expectativas não melhoraram após o anúncio dos cortes no orçamento”, diz ele, “Ao contrário, reduziram-se ainda mais os investimentos do governo no PAC e no Minha Casa, Minha Vida, o que diminuirá o volume geral de obras e consequentemente provocará novas demissões”. A queda foi observada em todos os segmentos, com destaque para imobiliário e infraestrutura, que respondem por 55% do total de empregados e apresentaram retração de 10,5% e 14,3%, respectivamente. O enfraquecimento pode ser atribuído ao fim do ciclo da construção imobiliária iniciado entre 2010-2011 e aos cortes de investimentos de obras de infraestrutura, que estão parando ou reduzindo o ritmo de execução.

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Para Ferraz Neto, o governo precisa adotar com urgência uma agenda para impedir que esse quadro se agrave ainda mais. A agenda positiva, de acordo com ele, incluiria resolver os pagamentos em atraso, lançar a fase 3 do Programa Minha Casa, Minha Vida e ativar as novas concessões para a ampliação da infraestrutura com condições atrativas ao investimento privado. Outro item seria a viabilização do incremento de recursos para o financiamento imobiliário.

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