Engenheiro do IEEE aponta soluções para mobilidade urbana

Da Redação – 30.10.2015 – 

Raul Colcher, membro sênior do Institute of Electrical and Electronic Engineers (IEEE), foi palestrante da Futurecom, encerrada ontem em São Paulo.

De acordo com o Instituto Akatu, o tempo médio que o brasileiro gasta no deslocamento das nove maiores regiões metropolitanas do país é de 82 minutos. Se fossem convertidos em horas de trabalho, o total somaria cerca de R$ 300 bilhões por ano ou 7.3% do PIB. Para o engenheiro Raul Colcher, membro sênior do Institute of Electrical and Electronic Engineers (IEEE), o problema pode ser endereçado com soluções integradas de tecnologia da informação e telecomunicações (TIC). Entre os recursos citados por ele, ontem em palestra na Futurecom, estão a computação em nuvem, Big Data, Analytics, infraestruturas de servidores virtuais, hardware e software de integração.

Colcher trouxe a experiência do IEEE, que se autointitula maior associação profissional mundial para avanço da tecnologia, para o debate no Brasil e listou o que considera como iniciativas promissoras para resolver os desafios da mobilidade urbana. A primeira delas é o maior uso de conectividade. “Isso significa a aplicação de ferramentas de telecomunicações como, aplicativos de telefones celulares, comunicação entre dispositivos, incluindo veículos e semáforos, entre si e a centros de controle”, ressaltou.

A visualização georreferenciada de tráfego urbano em tempo real é outra tecnologia que deve ser melhor empregada. “É extremamente valiosa para tornar mais eficiente o planejamento e gestão de recursos de infraestrutura, serviços, mobiliário urbano, segurança pública, planejamento imobiliário e urbano em geral”, acredita Colcher.

Um terceiro ponto destacado por ele envolve a interação de usuários com serviços de transporte público e interação de instrumentos/plataformas aplicáveis a tráfego urbano. É o caso de aplicativos como o Waze, pelo qual os usuários colaboram e usam informações em tempo real sobre tráfego, além de outras novidades como equipamentos de sinalização em paradas de ônibus ou estações e aplicativos que informam o tempo de espera até o próximo veículo. Nesse rol, Colcher incluin ainda as soluções inteligentes para a cobrança de passagens e as redes de sinais de trânsito conectadas a centros de controle, que dinamicamente adaptam a sinalização conforme as necessidades de fluxo.

Os chamados sistemas de transporte inteligente formam outra frente de recursos e incluem um grande número de aplicações, segundo o engenheiro. Ele lista a identificação automática de veículos (por meio de um chip embarcado), pagamento automático de pedágio, até a localização georreferenciada em tempo real. Colcher também destaca a gestão de consumo de combustível e emissões de poluentes. Já as experiências com veículos autônomos (sem motorista), que já trafegam em rodovias nos Estados Unidos e Europa, fecham esse conjunto de iniciativas.

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