Entenda como o Brexit preocupa a infraestrutura no Reino Unido

Redação (Com informações do Construction News) – 18.01.2019 –

Um dos grandes motivadores para retirar o Reino Unido da União Europeia (Brexit) foi a questão migratória. Com guerra na Síria, instabilidades na Turquia europeia, Grécia e outros países, o fluxo de imigrantes cresceu lá e em outros países economicamente saudáveis como a Alemanha. Ocorre que toda decisão tem dois vieses e o negativo, nesse caso, é a deficiência britânica por mão de obra considerada de baixa qualificação, como os operários da construção civil.

A intenção do governo é promover sistemas de visto provisórios para trabalhadores desse tipo, enquanto os mais qualificados gozam de vistos de mais longo prazo. Ocorre que o governo também estipulou um salário mínimo para eles de 30 mil libras. O valor incomodou a Associação Nacional de Construtores (NFB, da sigla em inglês) britânica, segundo a qual a maioria dos trabalhadores do ramo não ganha esse salário informalmente.

Há ainda a preocupação sobre a permissividade, uma vez que não se sabe ao certo quantos trabalhadores estrangeiros europeus o governo britânico aceitará. Isso, para a NFB, pode prejudicar ainda mais a disponibilidade de mão de obra, elevando naturalmente os seus custos.

“O setor de construção do Reino Unido usou mão de obra migrante da União Europeia para fornecer a infraestrutura de classe mundial que o nosso país precisa tão desesperadamente. Embora entendamos as preocupações do governo sobre esse assunto e tenhamos trabalhado para enfrentar os desafios, é importante não perder de vista os benefícios que a infraestrutura pode trazer a todos que vivem e trabalham no Reino Unido”, disse Alasdair Reisner, diretor executivo da CECA à reportagem do site britânico especializado Construction News. A Ceca é uma associação de construtores no Reino Unido.

Veja, neste link, a reportagem completa do Construction News, publicada em forma de White Papper.

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