Equipamentos: Como usar os dados de telemática para turbinar a sua operação

Da redação – 14.04.2016 –

Artigo de Daniel Samford, da Peak Performance Asset Services, publicado na edição online da Equipment World, no começo de abril, mostra como os gerentes de frota podem tirar partido do “Big Data” que invade a área de máquinas pesadas.

Telemetria VolvoCom a experiência de ter gerenciado uma frota de 2,8 mil unidades e 700 veículos na Herzog Companies, nos Estados Unidos, Daniel Samford é consultor da Peak Performance Asset Services, empresa especializada em combinar os avanços da telemática com a operação tradicional de grandes frotistas de linha amarela. Samford também é ativo participante do comitê da AEM, associação americana dos fabricantes de equipamentos.

Nessa matéria, resumimos a avaliação do especialista a respeito de três pontos que mostram como não se perder no universo de Big Data que nos espera com o avanço da telemática. Samford aconselha focar nos dados de localização, tempo de operação e consumo de combustível. O trio facilita a tomada de decisão e vários ganhos operacionais.

Segundo ele, as empresas reclamam que os dados de telemática estão chegando em grande volume e de forma rápida, mas a ideia é usá-los adequadamente, evitando a confusão no gerenciamento do “big data” do mercado de equipamentos.

Na opinião de Samford, na maior parte dos mecanismos de telemática em equipamentos de construção, o trio de dados já está disponível e o cruzamento deles é importante e deve ser feito com atenção. Acompanhe o trio, abaixo. Para quem quiser ler o artigo no original em inglês, acesse http://www.equipmentworld.com/telematics-101-how-to-drink-from-the-fire-hose-of-heavy-equipment-data/.

Localização

Conhecer a localização do equipamento, em qualquer tempo, traz uma série de benefícios: você pode monitorá-los, rastreando-os caso entrem em áreas especificas e plotar os dados com coordenadas de GPS.

Outro benefício é o estabelecimento de cercas eletrônicas, ou seja, se o equipamento ultrapassar a área especifica pode-se tomar uma decisão rápida. Em casos de pavimentações de estradas, os dados de localização podem tornar mais rápida a entrega de materiais, estabelecendo um mecanismo de logística em tempo real e outros ajustes de rotas.

Com o monitoramento em tempo real dos ativos é possível verificar os ciclos de tempo de entrega e, com essas informações em mão, melhorar a questão do cronograma da obra.

Tempo de operação

É fácil de identificar se o equipamento está ou não operacional, então a elaboração de relatórios com as métricas de operação e produtividade, é um resultado imediato desse tipo de dado.

Pode-se, por exemplo, verificar que um caminhão iniciou um trabalho às sete horas da manhã, quando deveria ter começado às oito. Ou seja, é um ponto fora da curva. Um dos grandes benefícios desses dados é a possibilidade de compilação em relatório de operação, verificando – minuto a minuto – como o equipamento está sendo utilizado.

Cruzar as informações com outros dados da obra, pode ser ainda mais interessante. A longo prazo, os dados de tempo de operação podem ser disponibilizados em tabelas, identificando como está a utilização do equipamento em relação aos prazos pré-determinados de manutenção. Histórico de gerenciamento de frotas indicam as taxas de baixa utilização e mostram quais equipamentos poderiam ser locados e não comprados como ativos fixos.

Dados internacionais indicam que as construtoras conseguem que usam informações de telemática podem reduzir a utilização de máquinas entre 10% e 15%, sem deixar de fazer o mesmo trabalho.

Consumo de combustível

As operações de campo ganham muito quando sabem com detalhes quais máquinas precisam ser reabastecidas no final do dia. Os benefícios vão desde a negociação melhor da compra de diesel, por exemplo, até a identificação de equipamentos que estão operando fora do padrão.

As estatísticas de queima de combustíveis também são indicadores excelentes das condições de lubrificação do motor e ajudam a estabelecer uma programação de manutenção baseada nesses dados.

Muitas empresas fazem essa verificação somente baseada em horas de operação. Em obras com grande demanda de terraplenagem, por exemplo, ter dados precisos da queima de combustível pode ser extremamente importante no custo total do projeto.

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