O primeiro bimestre de 2026 contabilizou um crescimento de 1.286 megawatts (MW) de geração elétrica, segundo levantamento realizado pelas áreas técnicas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), reforçando o ritmo de expansão da geração elétrica no Brasil. Só em fevereiro, houve ampliação de 743 MW, com 16 usinas que entraram em operação comercial no mês: 14 centrais solares fotovoltaicas (677 MW), uma usina eólica (59 MW) e uma pequena central hidrelétrica (7 MW).
Três estados em três regiões do Brasil tiveram empreendimentos liberados para operação comercial em fevereiro de 2026. Os destaques, em ordem decrescente, foram Rio Grande do Norte, com 640 MW decorrentes da entrada em operação de 13 usinas, seguido de Minas Gerais (96 MW e duas usinas) e Paraná (7 MW e uma usina).
Os dois primeiros meses de 2026 ainda contaram com a liberação de novas usinas em sete estados nas cinco regiões do país. O Rio Grande do Norte apresenta a maior expansão no período, com 640 MW, seguido de Minas Gerais, com 505 MW.
Capacidade total do Brasil
Em 4 de março, o Brasil somou 217.921 MW de potência fiscalizada, de acordo com dados do Sistema de Informações de Geração da Aneel, o SIGA, atualizado diariamente com dados de usinas em operação e de empreendimentos outorgados em fase de construção. Desse total em operação, ainda de acordo com o SIGA, 84,73% das usinas são consideradas renováveis.
As usinas hidrelétricas (UHE) respondem por 47,46% da capacidade. Em segundo lugar aparecem as termelétricas (22,54%), seguidas pela energia eólica (16%) e pela solar fotovoltaica (9,88%). As pequenas centrais hidrelétricas (PCH) representam 2,78%, enquanto a energia nuclear responde por 0,91% e as centrais geradoras hidrelétricas (CGH) por 0,42%. Esse quadro confirma que o sistema elétrico ainda depende fortemente das grandes hidrelétricas, embora eólica e solar já tenham participação relevante.
Perspectivas para a expansão da geração elétrica no Brasil
Entre os projetos cuja construção ainda não começou, a expansão prevista é dominada pela energia solar. As usinas solares fotovoltaicas (UFV) concentram 84,12% dos projetos, enquanto a energia eólica responde por 14,22%. As demais fontes aparecem com participação muito pequena: PCH (0,93%), nuclear (0,57%) e hidrelétrica de grande porte (0,15%).
Já entre as usinas em construção, o cenário é mais equilibrado. As usinas termelétricas (UTE) representam 42,95% dos projetos em andamento, seguidas pelas usinas solares (29,49%) e pela energia eólica (12,47%). As PCH respondem por 11,75%, enquanto usinas nucleares representam 2,86%, CGH 0,42% e grandes hidrelétricas apenas 0,04%.


