Future ISP, em Olinda, recebe tecnologias para enterramento de cabos

Da Canaris – 09.05.2018 – Soluções da norte-americana Vermeer demonstra eficiência na instalação de redes de fibra óptica subterrâneas.

Instaladora de Cabos RTX1259 em operação

A Vermeer é a principal fornecedora de soluções para instalação de redes subterrâneas no mundo. No Brasil não é diferente: suas valetadeiras, instaladoras de cabos, minivaletadeiras, e perfuratrizes direcionais atuam desde as privatizações do setor de telecomunicações. Com a expansão das redes de fibra óptica nos últimos anos, as soluções  da marca norte-americana ganhou protagonismo entre os Provedores Regionais de Internet, que poderão aprofundar detalhes dessas especialidades durante a Future ISP 2018, realizada em Olinda entre 9 e 11 de maio.

“O mercado está numa migração tecnológica entre as redes aéreas e as subterrâneas. Esse movimento deverá ser semelhante ao que temos visto na migração de redes de rádio para fibra óptica aérea”, avalia Flávio Leite, Gerente Geral da Vermeer Brasil.

Segundo ele, as redes subterrâneas de fibra óptica já são maioria nos países desenvolvidos e o movimento deverá se repetir no Brasil por questões práticas: “a rede aérea está exposta a vandalismo, furtos (pensam que é fio de cobre), tempestades que derrubam árvores e que por sua vez partem os cabeamentos, acidentes de trânsito e tudo o mais que se possa imaginar de algo exposto num poste” diz.

Além disso, as distribuidoras de energia elétrica cobram royalts e têm objeções para o ancoramento de cabeamentos em seus postes. Em algumas regiões do país, há o limite de apenas quatro redes nos postes, o que obrigatoriamente leva os Provedores a enterrarem seus cabeamentos.

Capex/Opex favorável
Quando se confronta o custo de instalação com o custo de operação (Capex/Opex), a questão financeira também é favorável para as redes subterrâneas. Apesar de ter o custo de instalação um pouco maior, elas praticamente não demandam manutenção ao longo da vida útil. “Por isso, em poucos meses o custo final da rede aérea já fica maior que o da subterrânea e essa vantagem só vai alargando ao longo dos anos”, pontua Flávio Leite.

Para quantificar essa relação, ele demonstra um estudo da Sterlite Conduspar no qual a rede aérea custa seis vezes mais que a subterrânea num período de sete anos (veja o gráfico abaixo).

Atestados em Campo
Os Provedores Regionais entendem cada vez mais essas diferenças e ampliam a proporção de redes enterradas. “Muitos, inclusive, optam pela subterrânea para evitar as caras multas aplicadas pela Anatel, pois essas empresas têm contratos de interrupção de fornecimento de banda larga mais rígidos que os das grandes operadoras, e isso, quando somado a uma clientela cada vez mais exigente quanto à qualidade do serviço prestado, os faz recorrer a redes confiáveis e de baixa manutenção”, explica o executivo da Vermeer.

É o caso da Ligue Telecom, provedora que atua no Estado do Paraná. Com mais de 3 mil km de redes de fibra óptica na região, ela implanta atualmente cerca de 200 km de novas redes por mês e utiliza equipamento da linha Navigator da Vermeer (veja mais nos descritivos de equipamentos anexado) para instalação de cabos enterrados.

“Atuamos no mercado de varejo no Estado Paraná e com a oferta de voz para todo o Brasil. Estamos aumentado cada vez mais a proporção de redes subterrâneas, devido à dificuldade de instalação de novas redes aéreas. Afinal, não se pode haver mais de quatro redes ocupando o mesmo poste. Além disso, com as redes subterrâneas somos dispensados de pagar aluguel (royalts) para as concessionárias de energia pela ocupação do poste. Economicamente, a rede subterrânea é vantajosa a médio e longo prazo. Estimamos que após o terceiro ano de operação, a relação Capex/Opex (custo de implantação/custo de operação) já torna a rede enterrada mais barata que a aérea”, afirma Gabriel Sartor, diretor da Ligue Telecom.

A empreiteira de telecomunicações Etelge atua em oito estados Brasileiros. Ela tende grandes operadoras de telecomunicações prioritariamente e tem como especialidade a instalação de redes subterrâneas, usando métodos não-destrutivos (MND) na maioria das operações. Para isso, conserva uma frota própria de cinco perfuratrizes direcionais, sendo três da Vermeer.

“Geralmente, o enterramento de redes pelo método não-destrutivo é imprescindível em travessias de rios, lagos, pontes e viadutos. Em outras situações, ela é preferida. São os casos de vias de alto tráfego, nas quais a interferência no cotidiano da cidade pode custar bastante caro se optarem por abrir valas ou instalar redes aéreas”, Eduardo Nogueira Amaral, diretor da Etelge (veja o case completo no press release a seguir).

Para Flávio Leite, esses casos de sucesso demonstram porque a Vermeer considera de fundamental importância estar presente na Future ISP deste ano. O evento deve reunir grande parte dos Provedores Regionais do país, com destaque para os do Norte e do Nordeste, que são as regiões com maior demanda de instalação de redes. “Os players desse setor têm a grande oportunidade de estabelecer backbones com cabeamentos enterrados desde o princípio, elevando a qualidade dos seus serviços e as suas rentabilidades ao longo da operação”, conclui o executivo.

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