GE otimiza produção de locomotivas no Brasil

Da Redação – 19.01.2017 –

A divisão Transportation, da General Electric (GE), renovou o conceito de flexibilidade na linha de produção da planta de Contagem (MG). A filosofia de lean manufacturing, que a fábrica já vinha adotando, foi renovada com a adoção de uma metodologia própria e inédita no Brasil, chamada Mix Moving Line. Em suma, esse conceito leva à risca os preceitos de otimização do lean manufacturing, permitindo que vários tipos de produtos sejam montados numa mesma linha de produção. Com a reestruturação, a fabricante avalia que terá uma produção mais sustentável, à medida que pode acomodar com mais rapidez combinações de pedidos diferentes. O intervalo de tempo entre o pedido e a entrega de cada locomotiva (lead time) também está menor, segundo a GE, e isso aumentaria o seu poder competitivo.

“O mercado ferroviário está se transformando e exige mais eficiência e produtividade dos seus players.  A Mix Moving Line representa um avanço na competitividade da GE Transportation, pois é uma linha enxuta e conectada, capaz de acomodar rapidamente diferentes combinações e variações na demanda. Isso é fundamental para a sustentabilidade da fábrica”, diz Afonso Borges, diretor industrial da GE Transportation.

Segundo ele, os principais modelos de locomotivas produzidos atualmente são a AC44i e a ES43BBi. A primeira é híbrida (diesel/elétrica) e tem controle por eixo individual, com refrigeração a ar e tecnologia de um inversor para cada motor de tração. Já a ES43BBi tem o dobro da capacidade de carga do seu modelo antecessor e motor a diesel de 4.400 cavalos. “Esse equipamento reduz em até 80% a emissão de gases poluentes em relação ao modelo anterior, mesmo garantindo alta performance”, diz.

Tecnologia de produção
A nova linha de produção da GE Transportation foi criada após uma centena de simulações destinadas ao entendimento dos aspectos e interferências possíveis durante as montagens. O resultado, segundo a companhia, é uma linha que se move à velocidade de 1,15 a 2,20 metros por hora. Além disso, tem tecnologia digitalizada o suficiente para tornar visível problemas de fabricação das locomotivas tão logo elas são tracionadas.

“A Mix Moving Line já nasceu conectada. Isso significa que diversos sensores foram instalados para identificar o andamento de todas as etapas de fabricação da locomotiva, de forma que atrasos, problemas e outros dados são informados em tempo real pelo software desenvolvido para gerir a linha. Assim, é possível acompanhar a produção mesmo remotamente” salienta Borges.

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