Geração solar será 5% da capacidade instalada do Brasil em 2024

Da Redação – 10.05.2017 –

Estimativa é do estudo do Boston Consulting Group (BCG), recém publicado, e que estima um total de 3 GW gerados daqui a oito anos

O relatório Geração de Energia Solar Descentralizada – Cenários e implicações para o setor no Brasil, divulgado nessa semana, mostra que a capacidade total instalada da geração solar distribuída, ou seja, a que se integra ao Sistema Interligado Nacional (SIN), poderá atingir 3 GW daqui a oito anos. Desde 2015 até abril desse ano, as instalações de energia solar saíram de 1.150 para quase 10.000, o que já um indicativo do incremento.

O BCG aponta que o salto recente aconteceu em função da revisão das regras do sistema de compensação de energia elétrica (net metering) há dois anos. Com a medida, as fontes de energia alternativa passaram a ter custo inferior, ou igual ao preço de compra diretamente de uma concessionária de energia elétrica em grande parte do Brasil.

Mesmo com a perspectiva positiva, o estudo levanta os desafios. “Existem fatores que podem atrasar o crescimento do mercado brasileiro, como tarifas e custos de importação no Brasil, a atual crise econômica e as altas taxas de juros”, argumenta Jean Le Corre, sócio sênior e diretor executivo do BCG em São Paulo. De acordo com ele, todos os fatores citados impactam a confiança de investidores e causam uma incerteza sobre os preços futuros de eletricidade e sobre a limitação do uso máximo da energia solar e a revenda direta não permitida.

Voltando para o futuro, a avalição da geração distribuída de energia solar pelo BCG considerou três cenários de crescimento, avaliando possíveis combinações de regulamentações e políticas de apoio ao mercado. “No cenário moderado, o nosso estudo sugere que a geração solar distribuída poderá crescer mais rápido do que o previsto pelas autoridades do setor e representará quase 5% da nova capacidade instalada no Brasil até 2024, atingindo cerca de 3GW de capacidade instalada e cobrindo cerca de aproximadamente 2% do pico de demanda”, explica Jean.

De acordo com ele, os incentivos fiscais são cruciais para o futuro da energia solar distribuída no país. De acordo com as análises do BCG, esses estímulos são equivalentes a um desconto de 20% no custo nivelado de eletricidade a partir de fonte solar. Com isso é esperado um crescimento anual médio de 40% a 50% de geração solar distribuída, resultando em uma penetração significativa em uma década e na consolidação de um “ecossistema solar” no Brasil.

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