Grupo Delta aciona termelétrica a gás em Campo Grande

Redação – 05.07.2021 – A Delta Geração, do grupo brasileiro Delta, anunciou que está acionando a termelétrica William Arjona, em Campo Grande, com capacidade instalada de geração de 190 megawatts e em atendimento ao Operador Nacional de Sistema Elétrico (ONS). Segundo a companhia, essa UTE pode abastecer metade da capital sul mato-grossense e é resultado prático do novo margo regulatório do gás, após o qual a Delta entrou no mercado de geração de energia.

“Diante das condições hidrológicas e consequente impacto, as termelétricas ganham cada vez mais importância para uma demanda que é de toda a sociedade”, diz Luiz Fernando Leone Vianna, presidente da Delta Geração. “A reativação da UTE William Arjona é importante neste momento em que precisamos de geração termelétrica, contribuindo para o suprimento de energia elétrica do país e para o desenvolvimento do nosso mercado de gás natural”, salienta.

Para o governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, a reativação da UTE William Arjona traz para o estado um incremento na arrecadação de impostos e fortalece a posição do estado no mercado de gás natural. “O funcionamento da usina também é importante do ponto de vista da estabilidade do setor elétrico, uma vez que ela não depende da sazonalidade climática, como as usinas hidrelétricas dependem. Então, temos uma maior expectativa na geração de energia limpa, mas também na movimentação econômica, na ampliação do emprego e na geração de renda”, afirma a autoridade pública.

Nos últimos meses, a Delta Geração estabeleceu processos e fluxos, adquiriu e recuperou maquinários, comprou insumos, selecionou profissionais, desenvolveu treinamentos, acertou contratos com distribuidor e fornecedor de gás natural para colocar a UTE William Arjona em funcionamento. Nessa fase inicial, a operação terá cerca de 50 pessoas trabalhando.

Na liderança da empresa, Luiz Vianna assume não só a missão de colocar para funcionar a UTE William Arjona (a termelétrica foi adquirida em 2019 pelo Grupo Delta Energia), como também de expandir toda a participação na geração de energia, com empreendimentos de energia eólica e fotovoltaica, que representam respectivamente cerca de 10% e 2% do que é consumido no Brasil, segundo entidades do setor. “Frente ao aquecimento global, fontes alternativas, sustentáveis e renováveis de energia são fundamentais para o desenvolvimento do Brasil. Estamos trabalhando para atuar com o menor impacto possível ao meio ambiente. O mercado aguardava por mais incentivos e, se queremos ver os setores produtivos novamente ativos, de forma duradoura, teremos de avançar em diversas frentes de geração de energia”, diz.

Luiz Vianna foi presidente da Apine e da Copel. Ele ocupou também o cargo de diretor-geral de Itaipu e, no Grupo Delta Energia, foi presidente da Delta Energia Administração de Recursos. “Os mercados de gás e de energia estão ficando muito promissores. E o Grupo Delta Energia está fazendo movimentos para ocupar posição de liderança no setor, discutindo acordos com players relevantes do mercado. Com a UTE William Arjona, hoje com ciclo aberto, o Grupo Delta inicia a entrada no mercado da geração. Esse é um processo que não deve parar. E, como já citado, novos projetos de geração estão nos nossos planos”, diz.

Histórico e modelo de operação

William Arjona foi a primeira termelétrica do país a utilizar gás natural do gasoduto Brasil-Bolívia. Inaugurada em 1999, a usina localizada em Campo Grande está inativa desde 2017. Com todas as turbinas em funcionamento, ela pode consumir até 1,3 milhão de metros cúbicos de gás natural por dia.

O modelo de funcionamento em William Arjona a torna um consumidor independente e não cativo do gás natural, porque a usina não gera energia permanentemente. Ela pode ser acionada pontualmente, conforme condições do sistema elétrico e viabilidade de custos/receitas para a geração.

Para a reativação da UTE, em abril deste ano, o Grupo Delta Energia, que já atua no Mato Grosso do Sul, intensificou tratativas com o governo federal e a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos (Agepan). As negociações incluíram ainda diálogos com a Energisa MS, o Operador Nacional do Sistema (ONS), a distribuidora MSGás, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), além da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Ministério de Minas e Energia (MME).

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