Indústria brasileira não é competitiva porque investe pouco em robotização, defende fabricante

Da Redação – 08.12.2015 –

Plantas no Brasil são mais de 40 vezes menos automatizadas do que plantas na Coreia do Sul, por exemplo. Enquanto China e EUA correm atrás para alcançar o nível de automatização dos coreanos e do Japão, o Brasil continua sendo um mercado pequeno para esse tipo de solução.

yaskawa-motomanO Brasil ainda engatinha quando o assunto é robotização na indústria. Aqui, há menos de 10 robôs por 10 mil trabalhadores. Para comparar, na Coreia do Sul são 450 robôs para o mesmo número de seres humanos. No Japão, são 320, na Alemanha 280 e nos Estados Unidos 150 robôs são contabilizados para cada 10 mil trabalhadores. A informação é da Yaskawa Motoman, fabricante desse setor, e mostra o quão atrasados estamos quando o assunto é automatização.

“Nossa opinião é que a indústria brasileira caminha para corrigir essa ‘miopia’ e enxergará qual o caminho a ser trilhado para voltar a ser produtiva e competitiva. Estamos prontos para auxiliá-la em seus processos de automação e robotização”, diz Icaru Sakuyoshi, gerente geral da Yaskawa Motoman no Brasil.

Segundo ele, a indústria brasileira precisa se robotizar para ter condições de concorrência com outras empresas mundiais. “Hoje em dia, a concorrência é global. Por isso, a baixa produtividade da indústria nacional e o elevado custo da mão de obra são fatores que nos tornam pouco competitivos. Ser competitivo é apostar na automação”, defende.

O executivo e sua equipe trabalham para evangelizar o mercado e para isso exporão em eventos no Brasil, com a Feira da Mecânica, em maio no ano que vem, onde devem apresentar tecnologias avançadas, caso de um novo sistema robotizado de corte por ultrassom. “A indústria nacional não despertou para a necessidade de implantação massiva de robôs em suas linhas de produção. Enquanto países como China e Estados Unidos investem pesado nisso, cada qual instalando anualmente algo em torno 35 mil e 25 mil robôs, respectivamente, no Brasil não chegamos a 1,5 mil por ano”, conclui Sakuyoshi.

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