JCB usa estruturas recentes para suportar o crescimento do pós-vendas

Por Rodrigo Conceição Santos – 01.04.2016 – 

Especial pós-vendas (*): Fabricante prevê que a divisão de peças e serviços terá representatividade acima da média neste ano e conta com os investimentos recentes em centro de distribuição e pontos de vendas para suprir a demanda.

Foto do banco de imagens internacional da JCB
Foto do banco de imagens internacional da JCB

Na operação brasileira da inglesa JCB, peças e serviços representa, usualmente, entre 35% e 40% do faturamento bruto. Contudo, neste ano, em decorrência da crise e do consequente menor volume de equipamentos consumidos pelo mercado, o setor deve passar dos 40% de representatividade na empresa. Para suprir essa demanda, ela está fazendo uso de estruturas preparadas nos últimos anos, caso do centro de distribuição construído junto com a fábrica em 2012 e parcerias no sistema logístico para atendimento ágil do pós-vendas.

“Na construção da fábrica, finalizada há quase quatro anos em Sorocaba (SP), investimos R$ 350 milhões. Lá também está localizado o nosso centro de distribuição de peças e reposição, com uma área de 6 mil metros quadrados e mais de 20 mil itens em estoque”, diz Anastácio Souza, gerente de peças da JCB. Segundo ele, o CD está integrado à logística de operação fabril e também conta com uma administração da entrega de peças aos clientes realizada por meio de uma empresa parceira de classe mundial, que opera em vários centros de distribuição da fabricante no mundo. “Além dessa operação, o parceiro logístico disponibiliza controle e gestão de inbound e outbound de última geração. Mas a JCB, contudo, fica responsável pela gestão do estoque e controle de pedidos da nossa rede”, enfatiza ele.

Assim, garante Souza, a fabricante e seus distribuidores trabalha com disponibilidade de peças acima de 96%, detendo em estoque peças de baixo, médio e alto giro para máquinas modernas e antigas. “Classificamos como peças de baixo giro aquelas que possuem movimento apenas uma vez ao ano. Em caso de indisponibilidade de determinada peça em um dos nossos distribuidores, fornecemos a opção de pedido emergencial para que o insumo seja enviado por frete aéreo no mesmo dia do pedido e para qualquer lugar do Brasil”, explica.

Inteligência global
Hoje, a JCB tem 42 pontos de aftermarket no país, fora os distribuidores. As ocorrências registradas nesses atendimentos, são computadas junto com todas as outras registradas mundialmente, criando um banco de dados global que a fabricante usa para analisar problemas ocorridos em campo. “Esses dados são disponibilizados em relatórios automáticos, gerados para serem utilizadas pelas fábricas mundialmente para melhorias de desenvolvimento de produto”, diz Anastácio Souza. “Além disso, com o sistema integrado de identificação de falhas de campo e com base nos produtos de plataforma global, a JCB consegue antecipar-se a possíveis problemas de campo e agir de maneira preventiva nos equipamentos”, completa.

A inteligência operacional e de análise de dados, conclui ele, conta ainda com o sistema de telemetria da fabricante, chamado LiveLink e com o qual os distribuidores podem identificar falhas de operação nos clientes ativamente, gerenciando as necessidades de manutenções preventivas.

* Nota do editor: continue acompanhando a série especial pós-vendas, que trará mais notícias e uma reportagem completa na próxima semana.

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