Jogo de xadrez na rede óptica das operadoras de telecom

 Da redação – 22.03.2016 – 

Nova geração de redes passivas ópticas poderá ser adotada de forma seletiva, segundo a fabricante de equipamentos Huawei. Empresa aposta em tecnologia flexível como solução para oferta de novos serviços.

As redes ópticas passivas (PON, da sigla em inglês) levam esse nome porque não precisam de energia elétrica para ativar seus sistemas – incluindo fibras ópticas e vários dispositivos. Passivas somente no nome, as redes PON devem movimentar um tráfego cada vez maior: hoje a maioria de 130 milhões de residências mundiais que recebe serviços de dados, voz e internet fazem isso via redes ópticas passivas.

A informação é da consultoria Ovum, a qual aponta ainda que os acessos via FTTH (fibra até a casa do assinante) devem aumentar para 300 milhões de casas em 2019. Nesse caso, 95% delas vai usar a tecnologia PON como infraestrutura física de acesso.

Com esse cenário em mente, os grandes fabricantes de equipamentos de telecomunicações, caso da chinesa Huawei apostam na evolução das redes desse tipo. No caso da empresa oriental, a solução é NG PON, a rede passiva óptica de nova geração, mais especificamente a tecnologia 40G TWDM PON. Vamos explicar: o TWDM da sigla significa multiplexação densa de onda por divisão de tempo, que na prática amplia a capacidade de transmissão de serviços pela mesma infraestrutura física.

Segundo Eduardo Amorim, gerente de Marketing da filial brasileira da Huawei, a solução da companhia oferece uma transição da rede legada de fibra óptica já existente para a nova tecnologia, aumentando a capacidade para os patamares de 10 G e 40 G. Na prática, a infraestrutura fica preparada para atender a demanda crescente de uso de vídeos, internet das coisas e os serviços em nuvem, entre outros.

O pulo do gato da fabricante seria a flexibilidade de sua plataforma: equilibrar os custos de instalação com a maior demanda de capacidade de rede. A estratégia da companhia é oferecer uma configuração all in one, ou seja, integrada e agnóstica em termos de uso de dispositivos para evolução da rede.

Amorim acredita que as operadoras brasileiras devem evoluir suas redes físicas como num jogo de xadrez. Em muitas áreas, o acesso final ao assinante (a última milha) ainda é feito em par metálico (cobre). A mudança para PON, na avaliação dele será seletiva e de acordo com o retorno de investimento de cada região.

“A PON de nova geração é mais robusta e está alinhada com as necessidades da rede definida por software, entre outras tendências”, finaliza.

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