Mauá (SP) sobe mais de 40 posições no ranking de saneamento

 

Da Redação – 21.02.2017 –

Cidade da Grande São Paulo passou da posição 62º (2011) para a 21º posição no novo estudo de 2015 da GO Associados, que analisa o saneamento urbano nos 100 maiores municípios do país.  

O cenário do saneamento urbano brasileiro não melhorou muito nos últimos anos, segundo o Ranking do Saneamento 2017, realizado pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com GO Associados. A cidade de Mauá, no entanto, é um ponto fora da curva entre os 100 municípios analisados. O avanço, segundo a Odebrecht Ambiental, aconteceu após os investimentos de R$ 240 milhões que proporcionaram a ampliação do sistema público de esgotamento sanitário e a construção de uma estação de tratamento de esgoto na cidade. Ambas as iniciativas foram capitaneadas pela empresa, responsável pela operação.ete_maua

Ainda de acordo com a Odebrecht Ambiental, cerca de 93% da população da cidade conta com coleta de esgoto e 70% com serviço de tratamento de esgoto prestado. O objetivo da concessionária é chegar a 100% de coleta e 100% de tratamento. As principais ações já foram realizadas para isso, entre as quais a operacionalização dos coletores tronco,   implantados em todas sub-bacias que margeiam os principais córregos do município, e a plena operação da ETE. Nesse último caso, instalação já tem capacidade para receber o esgoto de toda a cidade até a data final do contrato em 2043. Atualmente são tratados mais de 50.000.000 de litros de esgoto por dia em Mauá.

Agora a concessionária foca na realização de intervenções para interligações das redes de esgoto aos coletores tronco, atendendo assim os 30% restantes, para encaminhar todo o efluente do município à estação de tratamento. Importante: a cidade acolhe a nascente do Rio Tamanduateí, terceiro maior afluente do Tietê. Dos 35 quilômetros do Tamanduateí, nove quilômetros que passam por Mauá ficarão completamente livres do lançamento de esgotos em estado bruto, informa a Odebrecht Ambiental.

Em relação ao país como um todo, o estudo do Instituto Trata Brasil indica que mais de 34 milhões de brasileiros continuam sem acesso à água tratada. No caso dos esgotos, o indicador é ainda pior: em 2015, ano utilizado para o estudo com base nos dados oficiais do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), metade da população do Brasil não contava com coleta de esgotos (50,3%) e apenas 42% dos material coletado era tratado.

 

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