Obra sem “quebra-quebra” melhora saneamento em Fortaleza

Da Redação – 8 de maio de 2014

A reabilitação de 1 km de rede de esgoto da capital cearense envolveu engenharia de bombas e recuperação por método não destrutivo

O desafio de recuperar 1 km de rede de esgoto da capital cearense mobilizou toda a experiência da filial brasileira da O-Tek, empresa que pertence ao conglomerado colombiano Grupo Mundial. A demanda era recuperar a tubulação de 1,75 m de diâmetro sem interromper o uso da rede. A solução foi criar um desvio para cada etapa de reabilitação técnica, constituindo uma técnica conhecida como bypass e que emprega método não destrutivo CIPP (curedin- place pipe, em português, revestimento por inserção com cura no local).

No caso de Fortaleza, o desvio envolveu o uso de uma rede paralela de tubos, com diâmetro entre 450 mm e 500 mm. Ou seja, menor do que a infraestrutura que estava sendo reparada. Formada por tubos de fibra de vidro (PRFV – O-Tek), a tubulação temporária precisava ter a garantia de que o fluxo de esgoto fosse mantido corretamente de acordo com o projeto de interrupção, enquanto a rede original era recuperada.

Para que isso acontecesse, a O-Tek contratou um conjunto de quatro bombas da Itubombas, número que foi ampliado para sete equipamentos, após os ajustes iniciais do projeto. Resultado: além de manter a segurança de estanqueidade do esgoto, a O-Tek conseguiu incrementar a vazão de 1 mil litros por segundo para 1,5 mil litros, garantindo a finalização da obra prevista em março de 2014.

Além das sete bombas operando como se fosse uma única vazão, a companhia adotou mais uma bomba reserva para fortalecer o nível de segurança da intervenção. De acordo com Marcio Servija, Coordenador de Gestão de Projetos da O-Tek Brasil, o correto dimensionamento do bombeamento permitiu que o bypass fosse realizado com sucesso.

Rodrigo Law, diretor da Itubombas, lembra que um dos destaques do projeto foi o uso de bombas (do tipo centrífuga) ao nível do solo e não alocadas no poço de manutenção, que é um espaço restrito desse tipo de obra. O modelo também substitui as bombas submersas. Outra inovação, prevista para projetos futuros, é o controle automatizado da vazão de acordo com o fluxo do sistema.

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