Obras de Jirau utilizam bombas à diesel para repor volume das ensacadeiras

Da Redação – 20 de julho de 2014

Conjunto de 21 bombas foi adotado na primeira etapa de enchimento dos recintos entre ensecadeiras e casas de força. Tecnologia deve ser usada novamente na obra.

Itumbomas-JirauContratada pelo Consórcio Energia Sustentável do Brasil (ESBR), responsável pelas obras da Hidrelétrica de Jirau, a Itubombas forneceu equipamentos de bombeamento para restabelecer a carga hidráulica nas áreas entre as ensecadeiras e as casas de força, nas duas margens do rio Madeira, no estado de Rondônia. O bombeamento acontece para que sejam repostos os volumes de água nas ensecadeiras: intervenções que funcionam como barreiras para desviar o curso da água e permitir a execução das obras em áreas anteriormente submersas. Com as obras executadas, o consórcio construtor pode finalizar a instalação das turbinas nas casas de força e remover as ensecadeiras. No total, as duas margens do rio vão abrigar 50 turbinas hidráulicas do tipo bulbo, sendo que 28 serão instaladas na margem direita e outras 22 na margem esquerda.

Na primeira etapa, foram usadas três bombas com capacidade para movimentar 2.000 mil m³/h e nove bombas com capacidade para 950 m³/h. Isso na margem esquerda. Na outra margem do rio, foram usadas seis bombas para 2.000 m³/h e outras três bombas para 950 m³/h.

A segunda etapa de bombeamento acontece em 2014 e a Leme Engenharia, , empresa responsável pela engenharia do proprietário na obra, já confirmou o uso dos equipamentos da Itubombas, de acordo com o gerente de Apoio Técnico à Obra, Alisson Costa. “Não foi possível estimar, com precisão, a vazão real das bombas. Entretanto, considerando-se eficiência e paradas para manutenção, o rendimento na margem esquerda deve ter se situado entre 60% e 65%. Já na margem direita, os índices chegaram próximos a 80% porque nesta margem a altura de sucção foi menor”, detalha.

O maior desafio, segundo ele, foi atender ao enchimento dos recintos nos prazos estabelecidos pelo ESBR. Apesar dos ajustes necessários à operação de enchimento de grande porte, Alisson Costa avalia que o resultado final da primeira etapa foi positivo. “Tivemos paradas para reparos, mas o atendimento e as respostas da Itubombas foram muito bons e rápidos durante todo o transcorrer dos serviços.”, reforça o gerente da Leme Engenharia.

Na opinião de Rodrigo Law, diretor da Itubombas, o sucesso da operação esteve também ligado à escolha correta dos equipamentos a diesel, mais adequados para operações em campo, caso da hidroelétrica de Jirau. “Esse tipo de máquina é de instalação mais simples quando comparado aos modelos de propulsão elétrica”, diz o executivo, elogiando os fatores que favoreceram a operação.

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