Operadoras de saúde mostram que saúde digital tira pacientes do pronto-socorro

Rodrigo Conceição Santos (Revista InfraDigital Telemedicina) – 23.07.2021 – Com alto índice de resolutividade, os atendimentos remotos se popularizam entre beneficiários das operadoras de saúde e pavimentam investimentos em infraestrutura para a oferta de telemedicina.

No primeiro trimestre de 2021, os dois programas de saúde digital da SulAmérica – Saúde na Tela e Orientação Médica Telefônica – cresceram mais de 1.100% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 309 mil consultas. A porcentagem compara o comportamento dos pacientes antes e durante a pandemia, confirmando que a adoção dos serviços de telemedicina estão retirando os pacientes com casos não graves dos prontos-socorros.

Em uma pesquisa da Amil, realizada com 46 mil beneficiários que utilizaram serviços de telessaúde nos últimos meses, foi apontado que 72% deles teriam procurado um pronto-socorro caso não tivessem acesso à tecnologia. “Em março deste ano, registramos mais de 70 mil atendimentos de urgência via telessaúde. Se subtrairmos do total de beneficiários que procurariam um pronto-socorro se não tivessem acesso a este recurso, chegaríamos a 73% de efetividade na coordenação do cuidado”, detalha Fernando Pedro, diretor de Gestão de Valor em Saúde da Amil. Em outras palavras, essas pessoas deixaram de ir ao hospital para receber as orientações e, com isso, ficaram menos expostas à contaminação da Covid-19 e de outras doenças contagiosas.

A necessidade de distanciamento social para conter a pandemia também impulsionou os serviços de saúde digital da Bradesco Saúde. A operadora realizou cerca de 300 mil atendimentos a distância entre junho de 2020 e maio de 2021 e contabiliza que 65% deles estavam relacionados à Covid-19. “Eram casos de suspeita, testagem positiva ou contato com infectados”, diz Thais Jorge, diretora da operadora de saúde.

Em outro recorte feito em março deste ano, quando a curva pandêmica atingiu o ápice no Brasil, a Bradesco Saúde registrou recorde, com 60 mil atendimentos realizados pelas plataformas de telemedicina. “Isto representa 20%, dos 300 mil atendimentos virtuais pela nossa plataforma”, explica ela, demonstrando que os pacientes estão atentos aos períodos de maior probabilidade de infecção e recorrem aos atendimentos virtuais preferencialmente.

Programa confirma alto índice de resolutividade das operadoras de saúde

Segundo Thais, do total de casos atendidos por telemedicina na Bradesco Saúde, 92% foram resolvidos sem a necessidade de direcionar o paciente para o atendimento presencial ou para um médico especialista. A constatação da Bradesco Saúde é a mesma de grande parte das operadoras de saúde, no que diz respeito ao índice de resolutividade da telemedicina (veja mais na matéria de Capa desta edição).

Na SulAmérica, segundo Viviane Mathias, gerente de produto da companhia, 90% dos atendimentos por telessaúde também foram resolvidos no primeiro nível, sendo que o índice de satisfação dos pacientes (Net Promoter Score – ou NPS) ficou na casa dos 92 pontos porcentuais. “O Saúde na Tela agora está disponível para todos os beneficiários de planos de saúde da SulAmérica, sem custo adicional”, diz.

Leia a reportagem na íntegra – e gratuitamente – na Revista InfraDigital Telemedicina

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