Operadores logísticos computam aumento na demanda e transporte de materiais médicos

Redação – 27.04.2020 –

A RV Ímola identificou aumento de 50% nos volumes armazenados e transportados, além de ampliação de demanda por transporte e armazenagem de materiais médicos e medicamentos em geral. Houve também procura por armazenagem refrigerada (2°C a 8°C e -20°C), em especial para armazenagem de kits de teste para o coronavírus e vacinas.

A fim de manter o abastecimento, a DHL Supply Chain Brasil está operando serviços de armazenamento e transporte essenciais, em consonância com as normas locais. Os reflexos na logística de contratos difere em relação a regiões e setores. Por exemplo, o segmento de varejo de bens de consumo, incluindo alimentos e itens de higiene e limpeza, e o setor de saúde apresentaram um aumento de demanda, segundo a empresa.

Gargalos na importação
Um dos desafios enfrentados é o gargalo encontrado na importação de matérias-primas para a produção de medicamentos produzidos no Brasil. Estima-se que a indústria farmacêutica brasileira tem enfrentado dificuldades para importar ao menos 31 toneladas de insumos utilizados na produção de 23 medicamentos, incluindo alguns que estão em fase de teste pelas autoridades científicas nacionais. Os problemas decorrem do aumento da demanda mundial por estes insumos e de barreiras impostas por países produtores. O principal gargalo hoje envolve a Índia, que restringiu a exportação de, pelo menos, 26 insumos farmacêuticos e também reduziu a produção industrial devido às restrições na circulação de pessoas para tentar conter o vírus.

Outro obstáculo encontrado pelos operadores logísticos durante a crise mundial que se instaurou é decorrente do aumento do frete aéreo, devido à redução de voos pelas companhias aéreas operantes. A maioria das cargas passaram a ser operadas em caráter de embarques emergenciais e estabeleceu-se a prática de suspensão de pagamento de indenizações em caso de descumprimento dos serviços. Essa nova situação vem exigindo dos operadores logísticos agilidade para encontrar, em outros modais de transporte, a opção de deslocamento.

Para o diretor-presidente Associação Brasileira de Operadores Logísticos, Cesar Meireles, as empresas que atuam como operadores logísticos podem suportar as demandas emergenciais do mercado porque possuem, por natureza da função, uma grande capacidade de flexibilidade e adaptação. “O operador logístico tem as habilidades necessárias para adaptar a movimentação de mercadorias ao cenário atual. O profundo conhecimento nos modais disponíveis, a atualização constante com as novas tecnologias de mercado, a leitura econômica do momento e a expertise da área que, por natureza, é essencial para um bom trabalho, vão colaborar para que a logística exerça seu trabalho com precisão neste momento crítico”, finaliza.

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