Plantas de energia renovável devem adotar mais recursos de Internet das Coisas

Redação – 18.11.2019 –

Estudo da Ericsson aponta setor, ao lado da indústria automotiva e da manufatura em geral como nichos de crescimento para IoT

O uso de sensores e outros dispositivos nas plantas de geração de energia renovável, incluindo as fazendas eólicas e as usinas solares, deve aumentar e impulsionar a aplicação da Internet das Coisas. Essa é a visão de um estudo recente da Ericsson, que aponta o segmento, ao lado do setor automotivo e das fábricas em geral, como um dos nichos onde a IoT deve ser adotada com maior intensidade.

Na avaliação dos especialistas, a complexidade das fazendas eólicas e as usinas solares é um mar de oportunidades para a IoT. Primeiro, porque geralmente são operações grandes e remotas, que demandam a ida à campo para atividades de manutenção. Segundo porque envolvem uma imensa quantidade de maquinaria, incluindo turbinas e placas solares, que devem operar em conjunto com outros dispositivos. Manter esses equipamentos monitorados separadamente e juntar as informações numa base inteligente de gestão é a meta.

Para isso são necessários sensores e uma infraestrutura de telecom que permita a transmissão dos dados sobre o funcionamento dos dispositivos. O monitoramento em tempo real viabiliza ajustes que podem reduzir os riscos de paralisação e reduzir os custos de manutenção. O envio de técnicos in loco, nesse caso, fica restrito ao realmente necessário e a manutenção, de preventiva ou corretiva, passa a ser preditiva.

Além do segmento de energia renovável o setor automotivo é outro que deve aumentar sua aplicação de IoT. O mesmo princípio de monitoramento constante das plantas de fabricação pode indicar o momento certo de paradas para manutenção. Um exemplo recente da Ericsson (https://www.ericsson.com/en/cases/2018/fraunhofer) mostrou que um fabricante de lâminas para turbinas de avião conseguiu reduzir em 27 milhões de dólares seus custos de operação com uso de IoT para monitorar sua linha.

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