Porto de Santos precisa “incluir” região metropolitana

Da Redação – 20.10.2015 – 

Para especialista da USP, resolução dos gargalos do porto santista envolve também questões de urbanização da região metropolitana da cidade. 

Apesar de não ter nenhum porto, a USP sediou no começo do mês o Encontro Anual da Liga das Universidades de Cidades Portuárias, o PUL 2015. A razão? A ligação da instituição com o porto de Santos vem de longos anos, especialmente na formação e treinamento de profissionais que atuam na área de influência do porto. Outro viés uspiano em Santos são as pesquisas aplicadas à resolução de problemas, incluindo questões logísticas, engenharia de portos, navegação e oceanografia, entre outros. Em 2012, a USP iniciou o curso de Engenharia de Petróleo e há a possibilidade de iniciar outro, o de engenharia oceanográfica.

Com esse currículo, a universidade pode palpitar a respeito dos problemas do porto santista e foi o que fez o professor Alex Abik, do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica. Segundo ele, é preciso incluir as questões de urbanização de toda a região metropolitana para resolução dos problemas que giram em torno dos gargalos de operação do porto de Santos

De acordo com o especialista, o Brasil não tem um nível administrativo equivalente para as regiões metropolitanas como tem  para Estados e Municípios. “Mesmo assim, atualmente, grande parte dos problemas urbanos está relacionada a esse tipo de região”, disse durante o PUL 2015. Outro argumento do especialista é que toda a área é afetada pelas operações do porto, não só Cubatão, Guarujá e Bertioga – cidades estudadas atualmente.

Nesse sentido, o secretário adjunto da Secretaria de Assuntos Portuários e Marítimos de Santos, Frederico Abdalla, frisou que o governo tem investido em projetos para melhoria das condições de operação do porto, já que 60% da arrecadação de impostos da cidade são provenientes de atividades portuárias.

A PUL, sigla em inglês para Port-city Universities League foi criada em 2006 e tem 15 universidades de 11 países entre os seus membros. O objetivo da Liga é desenvolver uma rede de cidades portuárias e universidades que troquem ideias e visões sobre assuntos relacionados a portos, desde história e comércio, passando por pesquisas marítimas. O próximo encontro acontece na China.

 

 

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