Projetos de infraestrutura brasileiros ganham espaço na Indra

Da redação – 04.03.2016 – 

Empresa espanhola está envolvida na integração da GVT com a Vivo e em iniciativas como a modernização de aeroportos, incluindo o de Natal, e empreendimentos nos portos de Santos e Vitória. Centro de Excelência em Campinas (SP) é um dos destaques da companhia. 

A visita do embaixador brasileiro à sede da Indra, nessa semana, mostrou como a empresa espanhola está envolvida em projetos na área de infraestrutura. O contrato mais recente envolve a integração das operações da GVT, operadora recém adquirida pela Vivo. Nesse caso, a iniciativa envolve profissionais da empresa em Campinas, onde está o centro de excelência da filial brasileira, e técnicos da filial de Goiânia. A cidade paulista ganha destaque por ser um dos 9 laboratórios de ponta da multinacional espanhola e, no filial de janeiro, já tinha aparecido com destaque em função da aplicação da plataforma inGrid, de rede inteligente, desenvolvida pelo centro no interior de São Paulo.

A operação em Campinas mostra que quando a questão é redução de custos, a aplicação de tecnologia não tem fronteiras. É o caso da ativação do módulo de gerenciamento da força de trabalho (WFM, da sigla em inglês) na concessionária de energia queniana KLPC. O módulo faz parte da inGrid e foi integrado à plataforma geral de automação comercial de todo o da empresa africana.

Efetivamente, a sistema de gerenciamento de força de trabalho nesse caso mostra como a mobilidade pode jogar a favor das utilities. Desenvolvido para ser instalado em aparelhos móveis dos técnicos de campo, o programa permite a coleta de dados que podem ser enviados tanto via redes móveis tradicionais de telefonia (3G ou 4G, se houver), redes locais Wi-Fi ou mesmo infraestrutura de rádios VHF, que são comuns em algumas concessionárias da área elétrica.

A Indra não especifica a redução da KPLC, mas estima a otimização de forma geral com a instalação de uma plataforma de gestão comercial (não só a de WFM, que faz parte): queda de pelo menos 50% nas perdas técnicas e não-técnicas (também conhecidas como fraudes). De acordo com Marcelo Bernardino, diretor de Energia e Utilities da Indra no Brasil, os custos técnicos são reduzidos, em média, em 20% e, os comerciais, em 25%. Com isso, a empresa espanhola avalia que a aquisição de uma plataforma completa de gestão possa ser paga entre 2 e 3 anos.

A otimização também envolve a queda de 20%, em média, nas despesas operacionais. O ciclo de negócios também é reduzido, ou seja, as etapas de leitura, faturamento e cobrança, podem ser feitas entre 10% e 20% do tempo original antes de qualquer intervenção na gestão. Já o número médio de dias para a prestação de serviço, a partir da aplicação de uma descarga de um novo cliente, cai em 60%. Já o tempo de interrupção de serviços, por sua vez, é reduzido em 90%.

Além da participação brasileira – via o centro de excelência em Campinas, a Indra mantém uma operação local no Quênia, com 70 consultores. Ainda de acordo com a empresa, cerca de 14 milhões de clientes de empresas de energia e outras utilities são gerenciados com sistemas desenvolvidos por ela. Na área de energia, a empresa detém mais de 15 projetos de integração de sistema de informação, incluindo iniciativas em Uganda, Angola, Zâmbia e Quênia, entre outros países.

No Brasil, projetos similares de soluções de gestão de distribuição envolvem iniciativas em empresas como Elektro e cooperativas como Coprel, Certel e Certeja, entre outras. Em todos eles, já haveria a adoção de tecnologias de rede inteligente (smart grid).

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