Piracicaba recebe fábrica de etanol produzido com bagaço de cana

Da Redação 23.07.2015 –

Unidade é a segunda do tipo no país e opera com capacidade produtiva máxima de 42 milhões de litros ao ano.

Foi inaugurada nesta semana (22/7), em Piracicaba (SP), a fábrica piloto de etanol de segunda geração da Raízen, capaz de produzir o combustível a partir do reaproveitamento do bagaço da cana-de-açúcar. Trata-se da segunda usina com essa tecnologia no país, e recebeu investimento de R$ 237 milhões, para operar com capacidade de produção de mais de 42 milhões de litros de etanol por ano. A companhia ainda prevê a construção de mais sete unidades para esse tipo de produção até 2024, quando pretende atingir a marca de um bilhão de litros de etanol celulósico, ou seja, de segunda geração.

Além de reaproveitar um insumo que era descartado, outra vantagem do etanol celulósico é aumentar em até 50% a capacidade de produção de etanol a partir da mesma área agrícola plantada. A expectativa é que, com o domínio completo da tecnologia no Brasil, a produção de etanol salte dos atuais 27 bilhões de litros anuais para cerca de 40 bilhões.

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, que compareceu a inauguração da fábrica, afirmou que o setor sucroenergético continuará em expansão e terá cada vez mais espaço na matriz energética do país, o que dependerá de avanços tecnológicos e da modernização do setor.

Segundo ele, os produtos da cana (incluindo o etanol e o uso do bagaço na geração de energia) representam 15,7% da oferta interna de energia brasileira e o compromisso do governo é que represente entre 28% e 33% até o 2030.

Quanto à qualidade, não há diferença entre o etanol convencional e o de segunda geração, feito a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar, pois a fonte do combustível é a sacarose, em ambos os casos.

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