Saúde digital é irreversível e evolui a passos largos

Rodrigo Conceição Santos – 23.07.2021 – Saúde Digital é o nome que se dá à telemedicina, quando olhada de forma ampla. E o tema ganhou corpo: a tecnologia está madura do ponto de vista de serviços, soluções e resolutividade, mas precisa ser aprimorada em termos legislação. Apesar da regulação final em andamento, os avanços são muitos como se pode constatar nesta edição da Revista InfraDigital Telemedicina, com reportagens que abordam tanto as experiências médicas na oferta dos serviços à distância, quanto as tecnologias e infraestruturas necessárias para a saúde digital.

Um destaque é a matéria de Capa, que mostra como as especialidades médicas estão chegando aos rincões do Brasil por meio da telemedicina. Trata-se de um movimento de inclusão social e de acesso à saúde jamais presenciado no país. Os números confirmam: foram mais de 7,5 milhões de teleconsultas realizadas desde o começo da pandemia até maio deste ano.

Nas operadoras de planos de saúde, todos os beneficiários – independente da cota – passam a ter serviços de saúde digital e os exemplos envolvem grupos como a Amil, Bradesco Saúde e SulAmérica. O mesmo acontece no ambiente corporativo. As empresas que oferecem seguro de saúde próprios para os colaboradores, por meio de operadoras voltadas a esse mercado, não só equalizaram a qualidade do atendimento com a telemedicina como também a democratizaram, dando o mesmo suporte do Oiapoque ao Chuí.

O avanço também ocorre – e pode ser ampliado – na rede pública, com o Sistema Único de Saúde (SUS). Um exemplo é o Olhar Gaúcho Teleoftalmo, adotado no Rio Grande do Sul há alguns anos e cujos teleatendimentos foram elogiados por 97% daqueles que utilizaram.

Atrás disso tudo – ou no backend, para entrarmos de vez no assunto – estão os provedores e desenvolvedores de tecnologias e comunicações. Eles permitem que os desenvolvimentos, como os robôs de cirurgias cerebrais em desenvolvimento pela USP, sejam integrados aos processos médicos e, mais, sejam conectados às modalidades de atendimento remoto.

Nesta edição, com o apelo de celeridade para uma legislação definitiva do Congresso Federal, constatamos uma realidade, a de que a saúde digital é irreversível e evolui a passos largos.

Boa leitura.

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