Schahin se reposiciona e mira mercado de óleo e gás

Da Redação – 05.06.2017 –

Empresa agora é Base, muda identidade e foco de mercado, defendendo maior transparência após os processos da Lava Jato.

Tradicional empresa de engenharia – e mais um dos grupos envolvidos nos recentes processos jurídicos na construção civil brasileira – a Schahin muda em várias frentes. Primeiro escolheu um novo presidente e uma nova diretoria. Paralelamente, o conselho de administração do grupo adotou uma nova política de transparência e fala em redirecionamento operacional, com maior ênfase em óleo e gás. Para finalizar, o grupo muda de identidade e passa a se chamar Base.

Marcos Sarge agora responde pela presidência. Engenheiro civil formado pela Universidade Estadual de Londrina, ele tem MBA em gestão empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo. A entrada do executivo também significou o afastamento de todos os funcionários, colaboradores e acionistas envolvidos em corrupção e na Operação Lava Jato. “Os acionistas continuam donos do negócio, mas não opinam mais nas decisões operacionais”, explica Sarge. Segundo ele, a Base também criou o programa de Governança, Risco e Compliance (GRC), visando combater novos casos de fraude. .

“O principal compromisso da nova diretoria é fazer com que todo o grupo siga à risca o programa de governança. Dessa forma, será possível perenizar a empresa para atuar no competitivo mercado de óleo e gás, sempre respeitando princípios éticos – que devem pautar as relações comerciais”, diz o comunicado oficial da empresa. Após o cumprimento da Recuperação Judicial, a empresa destaca que retomará o investimento em setores estratégicos como energia, construção privada e real estate.

Com a mudança de nome e o reposicionamento no mercado, a Base quer salvaguardar os negócios da companhia e manter os empregos que gera. Atualmente, a empresa domina a prospecção e a exploração de petróleo em águas profundas. Por esse motivo e por entender que essa é uma área de negócios estratégica, com potencial crescente, o grupo intensificou seu foco de atuação. A ação também preserva a história da companhia, iniciada em 1966 e que ganhou forte desenvolvimento nas décadas seguintes.

Com sede em São Paulo (SP), o grupo mantém operações apenas no segmento de óleo e gás, nas cidades de Macaé, Rio de Janeiro, Natal e Salvador, empregando 550 funcionários. Entre os principais clientes, destacam-se a Petrobras, a Shell e a British Gas.

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