Sistema Anhanguera Bandeirantes completa 18 anos com infraestrutura de BBB

Da Redação – 02.05.2016 – 

Fibra óptica ao longo dos 320 km da concessão viabilizam monitoramento com câmeras, sensores e painéis de aviso aos motoristas, entre outros recursos do Centro de Controle Operacional da CCR AutoBan. 

Uma espécie de Big Brother Brasil (BBB) – sem o Ibope do original – faz parte do dia a dia do Centro de Controle Operacional (CCO) da CCR AutoBan, concessionária que administra os 320 km do sistema formado pelas rodovias Anhanguera e Bandeirantes, em São Paulo. Desde que assumiu a concessão há 18 anos, a empresa mudou o cenário de monitoramento, substituindo o controle via rádio e papel por um conjunto de novas tecnologias. A base de todas elas é a infraestrutura de fibra óptica lançada ao longo das duas rodovias.

A rede de cabos ópticos viabiliza a transmissão das imagens de 99 câmeras de circuito fechado de TV (CFTV). Junto com o sistema de analisadores de tráfego e de velocidade e com as estações meteorológicas instaladas nas duas estradas, a concessionária consegue informar os usuários a respeito das condições de tráfego. Para isso, alimenta os 28 painéis eletrônicos que funcionam como se fossem um canal de televisão privado para os 850 mil veículos que passam diariamente pelas duas rodovias.

“Hoje, nós visualizamos praticamente tudo o que acontece, desde veículos em pane, acidentes, até ocorrências às margens da rodovia, como princípios de incêndio”, diz a coordenadora do CCO, Neucelia Cevalhos. “O sistema torna nosso atendimento mais ágil e eficaz”, comenta. A tecnologia descrita faz parte da rotina da concessionária, mas nem sempre foi assim.

Segundo a AutoBan, a instalação das ferramentas eletrônicas de monitoramento de tráfego foi um dos benefícios da parceria estabelecida entre o poder público e a iniciativa privada, por meio Programa de Concessões do Estado de São Paulo, que completou 18 anos ontem, dia primeiro de maio.

Quando assumiu a gestão do Sistema Anhanguera-Bandeirantes, em 1998, o gerenciamento da rodovia era feito completamente sem imagens. Na época, o único sistema em funcionamento era o de rádio, que permitia a comunicação entre os agentes do CCO e as equipes de inspeção, que percorrem 24 horas por dia as rodovias. “Não enxergávamos absolutamente nada do que acontecia na rodovia, já que não existiam câmeras de monitoramento. Dependíamos exclusivamente das informações que recebíamos a partir dos colaboradores que estavam na rodovia”, explica Pedro Reinaldo Barbosa, que trabalha no CCO da concessionária há 18 anos.

As ocorrências eram anotadas em folhas de papel, por meio fichas, onde eram anotadas as informações básicas da ocorrência, e um mapa impresso, que servia para localizar o evento. Hoje, a CCR AutoBan visualiza os atendimentos em tempo real, monitorando as viaturas que estão em deslocamento, avaliando os recursos disponíveis para atendimento. Outro aspecto importante – a comunicação com os usuários – também não era realizada. Antes da concessão, também não havia os chamados PMV, sigla para Painéis de Mensagem Variável (PMV).

Para o gestor de Atendimento da concessionária, Odair Tafarelo, a modernização do Centro de Controle Operacional, por meio da instalação de recursos tecnológicos, é peça-chave para a garantia de um atendimento ágil e eficaz aos usuários da rodovia. “Além de permitir enxergarmos tudo o que acontece no Sistema Anhanguera-Bandeirantes, as ferramentas nos dão um panorama do comportamento do tráfego, fundamental no planejamento e na execução de medidas para garantir o conforto do usuário”, comenta.

Desde que assumiu a gestão do Sistema Anhanguera-Bandeirantes, a CCR AutoBAn já investiu aproximadamente R$ 6,1 bilhões (base julho/2015) em obras e melhorias.

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