Smart water, smart grid… Smart mesmo é o money!

Da Redação – 02.10.2017 –

Aegea mostra que controle centralizado para utilities pode reduzir perdas nas redes de distribuição, aumentando eficiência e rentabilidade das operações.

Reduzir perdas tem se mostrado o principal fator impulsionador das redes inteligentes no Brasil. E isso vale para água (smart water), luz (smart grid) e outros sistemas capilarizados. No saneamento básico a margem é grande. Os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) mostram que o índice médio de perdas na distribuição de água é de 36,7%, com variações de Estado para Estado, com casos que chegam a 70%. É na linha de reduzir esses prejuízos que a Aegea vem investindo, criando centrais de gestão controlada, com casos já concretos em redes de água e energia.

No saneamento, a ideia, informa a empresa, é concentrar em um único ponto de monitoramento a supervisão do fornecimento de água de todos os 48 municípios que a Aegea atende e, com isso, corrigir falhas remotamente e em tempo real. “Centralizar o sistema e padronizar as análises faz com que as concessionárias trabalhem interligadas, servindo como um setor de inteligência para toda a companhia”, explica Hamilton Amadeo, CEO da Aegea Saneamento.

A central de Gestão e Controle de Perdas (GCP) da Aegea fica na cidade de Santa Bárbara d’Oeste (SP). A operação se baseia principalmente no gerenciamento adequado da pressão da água que circula nas redes, diminuindo vazamentos e necessidade de reparos.

De acordo com a empresa, o sistema propõe um controle de pressão integrado e automático por meio de três recursos: georreferenciamento, modelagem hidráulica e sensoriamento.

A iniciativa do controle centralizado das redes de água traz na bagagem a experiência bem-sucedida de um programa anterior, desenvolvido em Campo Grande (MS), onde a concessionária Águas Guariroba saiu de um patamar de 52% de desperdício de água para 19% em menos de um ano.

Em redes de energia a Aegea também destaca programa de supervisionamento, por meio do núcleo de Gestão de Eficiência Energética (GEE) e cujo foco é o gerenciamento do consumo de eletricidade nos sistemas de distribuição. A central permite a otimização do gasto de energia elétrica e a padronização de processos.

Esses casos serão apresentados aos visitantes da Fenasan, que acontece na semana que vem em São Paulo e terá cobertura do InfraROI.

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